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5 filmes do Woody Allen para assistir numa tarde tranquila

Ganhei Woody Allen de presente. Uma antiga paquera me presenteou. Woody veio sem embalagem, sem laços nem embrulhado em papel de presente. Apenas uma mensagem via inbox contendo a seguinte frase: você precisa assistir Annie Hall.

A paquera não deu certo, mas a amizade decorrente ao amor pelo Woody continua firme. Woody acalmou meu coração e, bom mudou minha vida (fica a dica: leia o livro “Como Woody Allen pode mudar a sua vida”).

Woody cineasta, roteirista, escritor, ator e músico, ufa! Dá pra entender minha paixão? Não? Pois bem, vamos ver se vocês entendem com esses filmes. Impossível não se identificar com seus personagens neuróticos. O bom dos filmes de Woody Allen é percebermos que nossas vidas são muito mais interessantes do que supomos. O que nos falta é a habilidade de saber contar histórias.

1 – A outra

“Muitas vezes me pergunto, o que é o verdadeiro amor, ou melhor, não me permito pensar nisso.”

Woody Allen tem a capacidade de abordar temas que nos provocam grandes reflexões. Em A Outra ele nos remete a refletir sobre até que ponto nós realizamos ou deixamos de realizar coisas em nossa vida a ponto de nos arrependermos depois. Marion Post é uma mulher que chegou aos cinquenta anos e não se arrependendo de nada. Ela e seu marido Ken estão no segundo casamento. Ela não possui filhos, mas ele possui uma filha de seu primeiro casamento. Ela acaba tirando umas semanas de folga para redigir seu livro e sua calmaria é atrapalhada por um murmúrio ouvido através das paredes. A sala ao lado é de um psicanalista e Marion acaba escutando a história de uma de suas pacientes. Marion começa uma viagem em pensamentos e percebe que toda a sua vida foi uma crescente de escolhas erradas. Ela se dá conta da sua frieza, sua irracionalidade e percebe que antes o que o era útil, agora atormenta. Deixou para trás um grande amor, fugiu da paixão e desertou da vida. Sabe um filme que te serve como espelho? Esse é o filme.

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2 – Manhattan

“Pare de lutar, você está loucamente apaixonada por mim.”

O romance é o tom principal da trama, colocando o protagonista Isaac (Allen) no meio de um mal-entendido amoroso, que tem de um lado a beleza juvenil de Tracy uma moça de dezessete anos e de outro a intelectualidade de Mary, uma possível atração com alguém de sua idade. Ele tem de lidar ainda com a “concorrência” do melhor amigo, assim como com as intenções literárias da ex-esposa, que o trocou por uma mulher. Começam então aquele medo de ficar ou não? Impulsos e recuos, mudanças de opiniões e ele se decide (decide o que Laís? Ahh, isso você terá que descobrir).

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3 – Match Point

“O homem que disse: “Eu prefiro ter sorte em alguma coisa, a ser bom naquilo”, enxergava a vida de forma profunda.”

Sorte, azar e todos os casos e acasos em apenas um filme. Chris é um jogador de tênis profissional que, cansado da rotina de viagens, decide abandonar o circuito e se dedicar a dar aulas do esporte em um clube de elite. É lá que conhece Tom, filho de família rica que logo se torna seu amigo devido a alguns interesses em comum. Convidado para ir à ópera, Chris lá conhece Chloe, irmã de Tom. Logo os dois iniciam um relacionamento, para a alegria dos pais dela. Só que Chris fica abalado quando conhece Nola Rice (Scarlett Johansson), a bela namorada de Tom que não é bem aceita pela mãe dele.

4 – Desconstruindo Harry

 “Espera que o mundo se adapte à distorção que você se tornou.”

Quando comecei a assistir esse filme não sabia quem estava narrando, se era Woody ou Harry, o personagem. Foi uma confusão bonita não saber quem começava ou quem terminava, parecia que Woody estava se descrevendo em um personagem. Harry Block (Woody Allen) é um escritor que usa suas experiências amorosas como inspiração para livros e contos, o que não agrada nem um pouco as pessoas ligadas a ele. Convidado para uma homenagem que será feita pela faculdade de onde foi expulso quando jovem, ele se vê sem companhia. Após acompanhar um amigo, Richard, em um exame médico, ele aceita viajar com ele como retribuição. Prestes a partir, Harry tem a ideia de sequestrar seu filho para que ele possa ver o pai sendo homenageado, mesmo com a mãe dele, Joan tendo proibido sua viagem. Desconstruindo Harry resume o que há de melhor na obra do autor. A agilidade dos textos, o timing das piadas, a incrível capacidade de alinhar pequenos casos num curtíssimo espaço de tempo (o filme tem apenas 95 minutos) e, é claro, a observação critica.

5 – Annie Hall

“A vida está dividida entre o horrível e o miserável.”

O motivo da minha paixão por Woody. O filme que abriu meus olhos e me fez querer amiga dele. Alvy Singer (Woody Allen), um humorista judeu e divorciado que faz análise há quinze anos, acaba se apaixonando por Annie Hall, uma cantora em início de carreira com uma cabeça um pouco complicada. Em um curto espaço de tempo eles estão morando juntos, mas depois de um certo período crises conjugais começam a se fazer sentir entre os dois. O filme traz um humor muito inteligente e perspicaz sem falar do desfecho nem um pouco tradicional se tratando de comédias românticas. Woody Allen traz para o filme um roteiro cheio de piadas profundas e até mesmo de humor negro sem perder a delicadeza e suavidade do roteiro. O filme traz muitas referência e faz uma crítica muito interessante de como funciona os relacionamentos atuais.

p.s: Outro filme maravilhoso do Woody que deve ser assistido é “Vicky Cristina Barcelona” que já foi falado aqui no EoH pelo Edu.

p.s²: Outro filme maravilhoso “Meia Noite em Paris” que citei nos melhores filmes do Netflix. Aproveita e assiste “Paris – Manhattan” ♥

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