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6 coisas que definem uma pessoa mimada

Falei semana passada sobre como desenvolver sabedoria unida ao amor para fazer boas escolhas pessoais, agora queria falar sobre aquilo que atravanca essa virtude.

Receber afago é delicioso, eu adoro dar e receber carinho, sem medo de me machucar ou de pedir, afinal não tenho nada a perder. Mas a maioria das pessoas confunde afetuosidade com mimo.

A pessoa mimada raramente se reconhece como tal, de modo geral ela se acha super madura e ponderada nos pedidos que faz em relação aos outros. Quando apontada sobre essa característica começa a esbravejar, bater o pé e até romper amizades. Muito madura.

Admitir-se infantil é muito difícil, principalmente por volta dos 18 aos 30 anos em que as pessoas se pensam super bem resolvidas. O fato é que na maior partes das vezes somos um apanhado de resquícios de nossos pais (o que há de pior neles) misturado com um percurso automático e pouco claro de nossos comportamentos. Crianças de 1,70, saca?

Ser infantil, nada mais é do que agir (em idade cronológica inadequada) de modo reativo, exclusivista, parcial, egocêntrico, pessoalista e imediatista mesmo tendo capacidade cerebral e espaço social e psicológico para agir diferente. Sua vida pessoal e amorosa é impactada diretamente pela sua infantilidade, ainda que não admita esses traços em você. Também preciso realçar que existem graus de infantilidade, você pode preencher crivos parciais deles.

– A reatividade é aquela tendência a responder aos estímulos do meio (pessoas e situações) automaticamente de forma impulsiva, sem avaliação da complexidade das situações. É o que alguns chamam de ansiedade ou ainda de espontaneidade e autenticidade.

– O exclusivismo é o hábito de travar uma luta aberta ou silenciosa por espaço pessoal assumindo que as pessoas e objetos que orbitam ao seu redor são suas posses exclusivas. O que alguns chamam de ciúme ou zelo.

– A parcialidade é a limitação cognitiva de alcançar a maior quantidade de facetas de uma realidade. É considerar uma parte mínima como o todo e ignorar que existem outras dimensões de um mesmo fato que devem ser levantadas antes de um parecer conclusivo. Você provavelmente chama isso de “mas é obvio, não?”. Não, não é.

–  O egocentrismo não é só a mania de de querer tudo só para si, mas também a tentativa sutil de referenciar todos os acontecimentos do mundo em seu próprio ego. É como se todos fossem atores coadjuvantes ou figurantes da trama incrível da sua vida. Sabe quando não consegue imaginar nem de longe o que o outro está pensando ou sentindo quando algo afeta você? Pois é, chame seu descontrole de egocentrismo daqui para a frente.

– Pessoalismo é uma inclinação por achar que o mundo deve ser medido pelas suas predileções, ou seja, se você gosta e aprova (ainda que isso mude sem você perceber) é bom e o que se opõe a isso é ruim, condenável e maléfico.

– O imediatismo é aquela predisposição a achar que todo mundo é lerdo e só você é esperto e de exigir que tudo seja para ontem. Além disso é a incapacidade de considerar que ações tem consequências e que elas se desdobrarão num efeito em cadeia até o ponto de prejudicar alguém.

Espero ter ajudado você a descobrir se é mimado ou não, se é provavelmente está resmungando e dizendo que exagerei ou que não te conheço de verdade (olha lá, se achando o centro do mundo de novo), só peço a gentileza de dar um pouco mais de tempo antes de seguir julgando o texto precipitadamente. Talvez alguns anos.

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