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A importância das mulheres na vida de um homem

A Isabela era diferente. Sempre me mandava uma mensagem de bom dia e dizia para eu ter um ótimo dia, coisa que a Mariana nunca fez. Eu sempre acordava atrasado, quando não pisava no xixi do cachorro, mas sorte que eu tinha a Zilda, que mulher, que preparação para cuidar de um lar…

Corria para o trabalho sabendo que hoje seria mais um dia onde eu teria que aguentar a voz da Jéssica a tarde inteira, mas tudo bem, ela sempre levava algo gostoso para comer. Em falar em comer que saudade da Luiza, ela não tinha muito peito, mas era toda segura de si, sabe aquela mulher que não é a mais gostosa, mas sabe ser gostosa? Eu gostava dela, daquele meu jeito rabugento, mas gostava… Mas também nunca neguei achar a Aline a mais linda da turma, pena ela ser a melhor amiga da Patrícia, minha primeira namorada.

Falando em primeira namorada, que tragédia… Eu era pequeno, feio e desengonçado, mas era todo apaixonadinho pela Larissa, cheguei nela e recitei o meu melhor poema:

“Gosto porque gosto, gosto porque sim, gosto e aposto que você gosta de mim”.

Ela riu de mim, passei vergonha e meus dias de diálogos ensaiados embaixo do chuveiro foram em vão, mas no final quem me acolheu foi a Débora, a ruiva lá do fundo que sempre dividia um biscoito comigo. Ela era muito boa nesse lance de dividir biscoitos, sério.

Voltando pra realidade presente e consequentemente pra casa, vi a Amanda caminhando com o Ipod na cintura, rabo de cavalo, “toda-toda”, mas sempre tive consciência que nunca iria pegá-la. Porque ela não queria, que fique claro. Mas tudo bem, eu estava contente já que a minha parceira de comer sushi e ir ao teatro sempre foi a Gabriela, a mesma que todo mundo chamava de cara de panela, que porventura era prima da Marcela que foi à aventura mais louca que já tive na vida. Uma pena ela ser orgulhosa, brigamos uma vez faz uns 5 anos e até hoje não nos falamos mais. A orgulhosa era ela, que fique claro, eu só…

Eu e a cara de panela estávamos chegando ao teatro, digo Gabriela, era a peça que a Adriana mais gostava, musical The Cats ao som de Memory, boas lembranças. Saímos, nos divertimos, e até comemos pipoca na saída do teatro. Pipoca cara, a Eduarda sempre me falava pra não colocar sal demais, mas eu nunca ouvia, na real ela nem gostava de pipoca, coisa de dentista sabe como é, né?

E assim voltei pra casa sabendo que amanhã receberia uma mensagem da Isabela e que iria ouvir a voz da Jéssica o dia inteiro… Mas apesar de tudo sempre ficava na esperança de uma outra aí aparecer, só não me lembro o nome dela, na real não sou muito bom com nomes sabe como é…

Nisso eu me perdia nas lembranças, relembrava as essências, colecionava os aprendizados, sentia saudades aleatórias e assim ria dos foras que já tomei de todas Maria, Fernanda, Rafaela, Carolina, Bruna, Ana e qualquer outro nome que você possa imaginar. Não, a Zilda não.

Várias mulheres que preenchem a história de um homem que sabe a importância dessas lembranças para sentir-se vivo.

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