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A infinita-ela

O nome dela não importa. Não importa mesmo. Acho pouco provável que alguém a chame pelo nome. É sempre um apelido carinhoso. É sempre um nome implicante. É sempre um vem-cá chameguento. Acho que ninguém nunca saberá seu nome, mas nunca esquecerá da cor dos seus olhos nos dias de sol.

Ela gosta mesmo de camisas largas. Não é charme. Nem jogo. “É apenas um jeito de ficar confortável”, ela diz. Ela gosta – não tanto – de música alta – só quando bebe. Quando bebe, ela gosta muito de muitas coisas que não tem coragem de falar – ou simplesmente não quer dizer mesmo.

Ela sabe o que quer e o que não quer. Mas aceita ficar em dúvidas, também.

Qual será o almoço de hoje? Qual será a bebida de hoje? Qual será a transa de hoje? Qual será a desculpa de hoje? Qual será o caminho da felicidade de hoje?

Ela é feliz – não tenha dúvidas disso. Vai parecer pensativa, putinha, nervosa, brava, triste e dramática certas vezes. Mas ela é feliz. Ela é feliz por estar completamente apaixonada por si e certa de que pode errar quantas vezes quiser.

E ela pode ser tudo. Pode até querer ser nada. Mas, no fundo, no fundo, será tudo.

Será o teu beijo mais profundo. Será a tua despedida mais demorada. Será tua espera mais angustiante. Será a tua saudade mais dolorida. E será a tua memória mais perfumada.

Eu costumava chamá-la de minha. Mas apelidos amorosos, geralmente, têm prazo de validade.

Menos a infinita-ela.

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