Às vezes não é dor de amor, é só orgulho ferido Esta foto é sua?

Às vezes não é dor de amor, é só orgulho ferido

O fim do amor nunca é fácil. Mas mais difícil que o ponto final no sentimento, é o ponto final no relacionamento. Não existe melhor entre “não te amo mais” e “te amo mas não quero continuar”. Todos doem, todos machucam, mas (acredite!) todos passam.

Mas há quem retire a aliança, o status no Facebook e as fotos dos porta-retratos mas siga com a mesma necessidade de controle. É aí que o suposto sentimento por quem um dia a gente amou começa a se confundir com o orgulho ferido de não estar no centro das atenções. É o primeiro passo para o sofrimento desnecessário. Quantas vezes foi puxar papo com um amigo dele pra, sem perguntar, tentar saber algo?

Quando foi a última vez que você saiu de casa sem pensar que ele pode estar naquele show – ou lembrar e verdadeiramente não se importar? Quantas vezes você entrou nas redes sociais do seu ex? Tem quem veja provocação numa foto com o novo amor. Quem veja indireta na palavra da quinta estrofe da música que o ex postou. Na selfie com a camiseta que compraram juntos. No restaurante repetido. Toda vez que você pensa “foi pra mim”, morre um pouco da mulher decidida que você vê no espelho e cresce o monstro da insegurança no seu peito.

Menina, ele não quer te atingir. Talvez esteja apenas vivendo com olhos para o futuro, como você deveria estar fazendo. O mundo dele não gira em torno de você – e provavelmente isso não acontecia nem quando vocês estavam juntos. O fim de um relacionamento não é crime perfeito. Sobram evidências que comprovam que a história aconteceu, mas não que ela precise continuar. As roupas não somem, os lugares não implodem, as pessoas não esquecem. E qual é o problema?

Talvez esteja na hora de engolir o orgulho, sair das redes sociais pra respirar a rua, encontrar com os amigos, ver outras pessoas. Hora de andar na rua, às 18h, e perceber que todo mundo que lota a calçada tem várias histórias de amor que não deram certo pra contar. Esquecer não é um processo fácil, mas é mais simples do que parece. A gente é que complica. Porque quando você conseguir desejar a felicidade do seu ex, de verdade, sem querer que ele lembre de você a todo instante, vai perceber que o mundo continua a girar. E que – ainda bem! – isso também acontece com você.

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