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Bloquear ou Não Bloquear, Eis a questão!

Algumas vezes, só o “block” salva. Quando você precisa desopilar de uma relação, quando você não quer mais ver aquele rostinho lindo e encantador que aprontou contigo. Acho que ninguém vale a nossa sanidade mental e, por isso, só quem passa por uma situação dessas é que consegue avaliar se bloquear é infantil ou não.

Muita gente julga, isso é fato. Essa questão de ser infantil é detalhe que muitos gostam de frisar porque se sentem imunes a olhar pro lado e ver o outro seguindo a vida. Há quem consiga fazer isso de uma forma mais tranquila, mas para muitas outras o buraco é deveras mais embaixo. O emocional pesa, as crises vem, o psicológico se abala.

Vale repetir: nenhum ex vale a nossa sanidade mental. Por isso que sempre recomendo um período de bloqueio para quem foi “terminado” ou pra quem teve de enfrentar alguma cagada feita pelo dito cujo (ou cuja, não se deixem levar pelo gênero das palavras).O primeiro caso é o mais emblemático: se a pessoa não te quer, pare de dar moral à ela. Ela não vai voltar só porque você ainda gosta.

O segundo caso é clássico. Traições, quebras de confianças, desgastes naturais do tempo que culminam em alguma coisa escrota feita por um dos lados. Mas tudo desembocando num término em que a distância é a melhor arma para se esquecer, mudar o foco e, com alguma ajuda daquele “block”, seguir o baile.

Acho que existem outros casos, sim. Tem as recaídas, por exemplo, que não importa muito quem terminou se a noite termina na cama. O fato é que alguém sempre coloca mais do emocional em jogo que o outro. E até que ponto vale isso? Às vezes, bloquear alguém te salva de continuar servindo de fantoche, brinquedo.

Cada caso é um caso. A generalização aqui serve apenas como ilustração e não vai dizer os nuances de cada romance vivido e perdido. E se alguém vier falando “acho que você está sendo meio infantil”, ligue o bom e velho “foda-se”. A vida é sua, literalmente, e só você sabe se compensa continuar assistindo a vida do outro andar. Sem você.

E porque também existe uma coisa horrível nesse processo: ver alguém que era tudo se transformar em NADA.

Enquanto doer, enquanto for necessário, enquanto tiver de ser assim, que fique bloqueado. Um dia, se não doer mais, você pega e tira aquela sinalização, deixa o outro saber de você ou você saber do outro. Um dia, quando não doer mais, vai ser melhor.

Obs.: esse texto é para tentar ajudar aqueles que não sabem como seguir. Existe uma outra “categoria” de block, aquele que você dá pra tentar ajudar o outro seguir. Um outro lado da moeda e que você faz porque já não aguenta mais a insistência de querer voltar ou algo assim. Esse é um outro caso em que sobra amor-próprio e que não precisa de texto.

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