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Breve ensaio sobre os teus olhos

Sem teus olhos fui, sou e serei. Sem teus olhos de paz, conflito fui, batalha sou e guerra serei. Sem teus olhos de luz, penumbra fui, breu sou e escuridão serei. Sem teus olhos de amor, duro fui, ranzinza sou e amargo serei. Sem teus olhos de lar, desabrigado fui, sem teto sou e indigente serei. Sem teus olhos de anis, nunca fui, sou ou serei feliz.

Com teus olhos fui, sou e serei. Com teus olhos de paz, trégua fui, amizade sou e irmandade serei. Com teus olhos de luz, claridade fui, dia de sol sou e ensolarado verão serei. Com teus olhos de amor, carinhoso fui, apaixonado sou e perdidamente encantado serei. Com teus olhos de lar, aconchegado fui, acalentado sou e agraciado serei. Com teus olhos de lis, fui, sou e serei feliz.

São teus olhos que vem quando penso em partir, são teus olhos que dão – sempre a se dividir. São dois universos bonitos, perfeitamente pousados, entre a loucura dos teus cabelos e os teus belos lábios molhados. São teus olhos que procuro encontrar quando saio pela manhã bem cedo, sempre tão cheios de graça, sempre alheios ao medo.

“Teus olhos de meia lua desafiam a natureza, por nascerem com o sol e desviarem tua beleza. São teus olhos de tigresa, são teus olhos, teus pilares, tuas pontes de pureza a ligar os nossos lares.”

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