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Estações

Antes de iniciar propriamente, talvez algo inédito tenha ocorrido com esse texto de hoje: pela primeira vez não sabia que título dar. Geralmente meus embriões de textos nascem de noites de insônia onde apenas escrevo algumas ideias que quero abordar e depois com mais tempo e calma “ligo os pontos”. Agora o de hoje tem esse título de música da Sandy e não estou muito feliz.

Estamos praticamente em pleno verão, e é justamente nessa época em que as pessoas começam com a conversa de não querer se apegar/namorar, tudo em troca de alguns dias na praia, carnaval, e por aí vai. O pior de tudo é que temos uma mídia (malditos comerciais de cerveja!) que reforça isso.

Quando tempo esfria, o papo se inverte e agora todos querem namorar ou pelo menos ter um affair prolongado. Comecei a refletir a respeito, e quem é curitibano também, ou pelo menos conhece o clima maluco daqui (do tipo 31 graus no domingo e 13 na terça-feira em pleno novembro) entra em parafusos se forem seguir essa lógica toda, onde no calor se contempla a libertinagem e no frio devemos nos dedicar a relações monogâmicas.

Trocando em miúdos: Devemos preservar nossa solteirice no verão e vendermos (ou alugarmos) nossa fidelidade no inverno.

Mas enfim, será que vale a pena deixarmos de nos envolver com alguém no verão apenas para curtir alguns dias de praia? Não conseguimos conciliar ambas as coisas? O verão pode ser uma ótima estação para iniciar um namoro, corpos desnudos, aquela brincadeira saudável na piscina a dois com toda sensualidade a flor da pele. Aliás, consigo imaginar uma infinidade de coisas gostosas para fazer a dois em pleno verão.

Depois, qual a garantia que ao chegar o inverno encontraremos alguém que realmente valha a pena, ou vamos simplesmente nos envolver por comodismo de estarmos propensos a querer algumas noites de filme e coberta ao lado de outra pessoa.

No texto da semana passada falei como devemos parar o circulo vicioso de fazermos as mesmas coisas e parece que hoje não é muito diferente.

Aos que discordam comigo, me desculpem. O verão não é escudo para minha solteirice, tampouco me vendo barato por alguns finais de semana a vinho, cobertas e filmes quando o inverno chegar. Posso ser conquistado o ano inteiro pelo custo de sempre: companheirismo, cumplicidade, amor e sacanagem.

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