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Eu não entendo as mulheres

Em tempos onde poucas pessoas admitem os próprios defeitos cada vez mais se exalta a competitividade entras as mulheres, com isso, a nossa cultura exige sempre o melhor delas, querem a mais bonita, a melhor mãe, esposa, profissional, dona-de-casa…

Digo tudo isso não pela simples filosofia de um relacionamento, mas sim por uma ótica delas perante elas mesmas. Sou homem, por isso me julgo leigo no que se diz sobre amizade feminina. Mas observando essas deixas diárias vejo uma competição feminina tão desnecessária, tão obsoleta, e porque não, tão burra…

Porventura já trabalhei em várias empresas e quando quieto no meu canto durante conversas pós-almoço ou até mesmo durante o cafezinho da tarde escutava dizeres recheados de inveja, fofoca, sabotagem, traição, ou seja lá o que for. Eu ficava rente à parede com aquela minha cara de paisagem refletindo sobre, pensando o porquê de tudo isso… Era uma guerra frívola, onde o exército inimigo nem podia se defender dignamente. Sinceramente não entendia essa questão de demonstrar uma guerra súbita de forma tão velada. É como se você não gostasse ou tivesse um rancor guardado, mas tivesse que manter uma relação mentirosa para não criar atritos, que na maioria das vezes são mais saudáveis do que esse amarguro guardado a sete chaves.

Como homem afirmo que raramente um homem irá dedurar o outro ou surrupiar o seu direito de defender-se dignamente, existe uma razão fidedigna tão grande, como se fosse uma honra, algo que se eu desonrasse os meus companheiros de guerra eu não seria mais digno da minha própria farda masculina. É como se eu atirasse pelas costas de alguém indefeso, por mais inimigo que seja, não me sentiria homem o suficiente. O espírito de tudo isso está em ter honra de declarar guerra abertamente, e assim evitar essa corrosão interna que gera stress e compilações de vinganças burras e sem sentido.

Nunca gostei de pessoas ardilosas, que se munem e sonegam argumentos frente a frente. Gosto da sinceridade, mesmo que ela esteja atrelada a uma certa rispidez.

Seguidamente observo uma necessidade de muitas mulheres quererem menosprezar as outras para se equipararem. Qual a dificuldade de elogiarem uma as outras? Procuram argumentos, às vezes infundáveis, no cantinho da ociosa mente regada de inveja para criticar algo de natureza própria.

Faço-lhe uma comparação simples, digamos que por acaso você esteja numa festa com sua amiga e lá tenha um cara que você gostaria de dar uns beijos (nada muito sentimental, só o acha bonito e afins). Você vai, tenta ficar com ele e não consegue. Aí sua amiga tenta e consegue. Você vai ficar puta com ela, não vai?

Façamos a história com os papéis inversos, digamos que sejam dois amigos em uma festa e um deles tente abordar a garota, e por um acaso não obtenha o resultado esperado. Em prontidão o amigo dele vai, tenta e consegue. Nisso existe uma grande possibilidade do outro amigo ficar feliz por ele. Sabe por quê?

Usamos a segunda lógica: “Se eu não irei conseguir ficar com ela, porque não deixar ele? Melhor o meu amigo que um desconhecido. Somo parceiros, um dia eu, outro dia você, essa é a real parceria.”

A alma feminina tem uma visão muito ampla e sensível das particularidades da vida, pena às vezes ser usada para se entreter em fúrias gratuitas. Então quando a rivalidade e a inveja se tornam um problema crônico, é melhor avaliar as quantas andam a maturidade e a autoestima.

Sem mais, só acho que as mulheres deveriam se unir mais e assim extrair como exemplo algumas coisas do universo masculino. Encarem as coisas de forma mais leve, divirtam-se mais, riam de vocês mesmas e sejam mais maleáveis quando o assunto for: vocês.

Esse texto não tem como objetivo frisar ou comparar os gêneros, você no fundo sabe de tudo o que estou falando e confio plenamente na sua inteligência para não levar nada ao pé da letra. Então se você chegar ao fim desse texto querendo dizer “Ah, mas também existe homem que…” ou “Eu sou mulher e não sou assim…” eu posso garantir que você não conseguiu agregar para si a essência do texto.

PS: Esse texto não aborda verdades absolutas, somente alguns devaneios de um homem que já teve namoradas, trabalhou com mulheres e mesmo assim continua amando-as mais do que cerveja.

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