Esta foto é sua?

Eu “quase” te amei demais

Eu tô aqui criando coragem pra ir até aí e te dizer tudo o que está me matando por dentro. Mas, tá difícil porque não tenho esse direito. O que me mata hoje é saber que você esperou que eu voltasse pra pedir perdão e quando eu não o fiz me perdoou em pensamento. Você continuou a mesma menina linda que conheci.

Eu é que mudei tanto a ponto de não mais te reconhecer. O que me mata hoje é ver que depois de tanto esperar, você partiu. E partiu mais forte, a mesma menina, só que não mais minha. E não deixou pista, assim como eu quando te deixei chorando aqui onde estou agora, sem nem olhar pra trás.

E tem sido exatamente como você disse que seria e isso me mata mais. Você disse que eu veria meu erro em partir daquele jeito, eu vi. Você disse que eu sentiria sua falta nos menores detalhes… (Silêncio). Você nunca pediu que eu ficasse, né? Só queria que eu não fugisse, mas eu não entendia isso na época. Então, cortei-te sem dó nenhuma, espalhei você por todo lado pra não sobrar nada em mim e, hoje, você volta invadindo meus pensamentos como se cada pedaço seu viesse te vingar. Mas eu sei que você odeia vingança.

Tudo o que eu queria era te ver aqui, onde eu sei que você costumava vir todos os dias só pra te pedir perdão e te perder, então. Sei que você já me perdoou, mas enquanto eu não disser, estou preso nessa quase morte de saber que te machuquei tanto a ponto de te fazer duvidar de tudo e de todos. Talvez, seja isso que eu mereça: uma quase vida, um quase amor e nenhum perdão. Porque eu fui isso pra você: um quase. Enquanto você me mostrava ser sempre. Que idiota eu fui.

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