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Eu quero é ser feliz e ponto

Com o passar dos anos, para ser um pouco mais exata, de 2015 para cá, vim desapegando de algumas coisas. Me dapeguei de opiniões. Quis cortar o cabelo, cortei. Quis pintar de azul, pintei. Se eu quiser sair de camiseta, calça jeans e chinelo, saio. Ou com qualquer outra roupa, desde que eu me sinta bem, se eu quiser usar maquiagem uso, se não, não.

O que tem do meu lado de dentro passou a me importar mais e não é fácil olhar para dentro. Muitas vezes, a gente acaba encontrando coisas que não quer, que não sabe como lidar. Eu encontrei ansiedade, insegurança com a minha profissão, com a minha arte, decepção com histórias do passado, mágoas de pessoas que já me foram importantes. Comecei a fazer yoga, a ler mais sobre o Universo, sobre Deus, sobre energia, sobre as nossas energias, sobre o quanto a palavra tem poder. Fui me desconstruindo aos poucos para me refazer mais forte.

Estou em constante mudança, buscando sempre a melhor versão de mim mesma, tentando trazer para superfície o melhor de mim, dos outros, procurando fazer o bem. Tenho aprendido a ouvir mais, a aproveitar mais cada momento, inclusive os difíceis. Os momentos difíceis têm muito para ensinar e eu, como qualquer outro ser humano, tenho meus momentos de isolamento, de tristeza, de não querer ver nem o meu próprio reflexo no espelho. E, não tenho vergonha de dizer isso.

Também aprendi a deixar de ter vergonha de assumir as minhas fraquezas, de querer me mostrar forte o tempo todo. Todos nós temos problemas em diversas áreas, de diversas formas e acredito que não temos o direito de julgar a dor do outro, seja ela qual for e qual motivo carregue.

De uns tempos para cá eu aprendi a me amar mais, passei a entender que sou feita de fases e que toda fase tem o seu ponto alto e o seu ponto baixo e tudo bem. Parei de insistir em pessoas que não fazem questão nenhuma de ficar, parei de tentar dar um motivo para que fiquem, sabe?! Não precisa de um. Fica quem quer, parte quem quer.

Me desapeguei da ideia de “ser para os outros” e tenho sido cada vez mais minha, cada vez mais eu. Cada dia aprendo mais sobre mim e me surpreendo com o Universo que há do lado de dentro.

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