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Eu quero ver depois…

Eu quero ver depois do primeiro fim de semana de baladas loucas, com luzes brilhantes e cheio de gente vazia. Não que elas não tenham conteúdo, mas quero ver quando você perceber que está ali só pela bela casca que elas apresentam, não exatamente pelo que elas são. Quero ver se não vai apertar o peito ou pé, na incômoda certeza de que dançar a noite inteira com aquela pessoa era muito melhor do que se perder pelas bocas de quem mal sabe seu nome, quanto mais o jeito que você gosta do cafuné.

Sei que o argumento de que a babaquice imperou e foi melhor terminar vai acabar jogando por terra qualquer um dos meus argumentos. Você vai rir de nervoso ao pensar na vida pra frente, mas sei que se quiser bancar essa decisão, vai precisar sangrar um pouco o coração. Se existe alguém errado? Não ouso afirmar. Sabe por quê? Ninguém vai conseguir dizer se a tua dor ainda era suportável ou se não ao menos era dor, mas apenas um ônus de sentir tão intensamente.

É quase uma dor.

Na agonia de uma noite fria, tentando encontrar calor sob algum lençol ou corpo, vai escutar aquela música cafona que fala sobre estar com outra pessoa com o coração ocupado por outra. Vai entender, né. É tanta gente que se ama e não tá junto, tanta gente que tá junto e não se suporta. Talvez não tenha sido feito pra durar. Talvez tenha servido apenas como lição. Ou bênção. Ou livramento. O Tempo vai dizer até se vai virar um arrependimento, mas pra qualquer resposta será necessário viver.

Ainda assim, quero ver. Quando aquela música do rádio insistir em mandar mensagens subliminares e qualquer coisa que fale de amor pareça recontar a história de vocês. Quero ver quando se pegar olhando os livros que ele deixou, as roupas que não foram devolvidas e as lembranças que não podem ser substituídas por outras. Quero ver quando o carinho de outro fizer lembrar o que era feito entre vocês e não conseguirá nunca ser igualado. Superado? Isso está fora de questão – ao menos agora.

Mas quero que saiba que, se doer, estarei perto pra te abraçar e oferecer conforto. Se superar, sou o primeiro copo de brinde sincero: que venham os próximos capítulos dessa história. Sou fã da tua força e sei que teu orgulho não é daqueles idiotas. Faz parte do teu Amor-próprio, coisa que muita gente por aí não tem. E quem somos nós para julgar a atitude dos outros perante o sentimento? Importante foi se doar, o resto vai virar história. E quero ver quando a história resolver voltar. Que não seja pro mal.

Ou pra mostrar que fez bem ou pra lembrar que virou passado. E amém.

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