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Eu sei que a culpa é quase completamente minha

Eu sei que a culpa é quase completamente minha, quase não, a culpa é minha. Eu fui demasiadamente egoísta quando tive a oportunidade de te dizer o que sentia e não te disse. E eu ainda me culpo por isso, me culpo porque talvez eu nunca mais tenha a oportunidade de te ver tão perto de mim, com os olhos e ouvidos tão atentos às minhas palavras e a boca tão disposta a beijar-me.

Talvez, eu nunca mais tenha essa oportunidade, talvez…. Talvez eu nunca mais te veja e sim, talvez eu não consiga lidar com isso, na verdade… Nem sei se já não estou conseguindo. Só que, sei lá. Eu tô aqui. Eu vim, sabe? Tô afim de tentar de novo mesmo que eu tenha que ouvir um duríssimo não, mesmo que eu perca de vez a oportunidade de fazer tudo o que não fiz no passado, porque… Eu acredito em segundas chances e acredito que talvez você possa me escutar.

Não. Tudo bem. Você tem todo o direito de dizer as vezes que fui idiota, que deixei você escapar, que eu deixei a melhor chance da minha vida escorrer pela minha mão. Sim. Você não poderia estar mais certa sobre isso, mas ainda assim, nada vai me fazer parar agora, nada vai fazer eu estacionar ou então não conseguir olhar para você e falar que, não um talvez, mas sim… Encontrei a pessoa mais importante da minha vida.

Eu demorei a entender o que é o amor. Eu tive que me aventurar, tive que quebrar a cara mil vezes para poder reconhecer, olhar meu reflexo no espelho e lembrar que você foi a única pessoa que segurou minha mão quando eu caí. Eu tive que te perder. Eu tive que me perder e entender que o amor está muito longe da paixão.

Eu estou de joelhos. Estou pagando pelos meus erros. Implorando… Mesmo, reconhecendo que se não for desse jeito eu nem sei mais como seguir direito. Você é a única pessoa que me faz inteiro com todos os meus defeitos.

Texto em parceria com a autora Anne Bianc da página Crônicas de Uma Mente Qualquer (facebook.com/mentequalquer/)

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