Esta foto é sua?

Jogue “como uma garota”

Admito: eu fiz parte do bonde das pessimistas que não estava nem aí para as Olimpíadas. E admito também que mudei de ideia. Nunca vi um evento esportivo com tantas mulheres empoderadas! E finalmente essa semana podemos falar com orgulho que agir “como uma mulher” é também fazer tudo dando o seu melhor! Pois, convenhamos, as mulheres estão dando um show nas Olimpíadas!

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Gente, ainda só tenho 20 e poucos anos, mas cresci em um mundo onde ser mulher era feio. Onde chamar alguém de “mulherzinha” e dizer que fazer as coisas “como uma mulher” era ofensa. Onde “lugar de mulher”, “isso é coisa de menino”, “menina faz ballet e menino faz judô” (esse eu lembro bem porque não me deixavam fazer judô #traumadeinfância) eram – praticamente – leis. Fui criada por uma mulher super independente, mas que sem querer, ironicamente, dentro de casa me ensinou sobre a rivalidade feminina, me contou que “em mulher não dá para confiar”, tentou me provar que desconfiar de outras mulheres é “normal”.

Não que anteriormente não houvessem excelentes atletas. Lembro bem da Hortência, a Magic Paula, a Ana Paula do vôlei e tantas outras. Acontece que na minha época falar em mulheres que se destacavam em esportes era raridade. E o pior, na minha época a maioria dos comentários sobre esportes protagonizados por mulheres eram sobre seus cabelos, suas maquiagens, seus corpos e por aí vai.

Então, vejam só a importância da mensagem dessa Olimpíada cheia de exemplos de superação de atletas mulheres. Nomes como Rafaela Silva do judô, Marta, Cristiane do futebol, Joanna Maranhão da natação, Flavinha, Rebeca Andrade da ginástica, vão ficar na memória da nova geração de meninas.

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Nem precisa de legenda, não é mesmo? <3

Rafaela Silva e a primeira medalha de ouro!

Rafaela Silva e a primeira medalha de ouro!

Rosane Reis bate o record com a melhor posição na história de levantamento de peso no Brasil (entre todos os competidores).

Rosane Reis bate o record com a melhor posição na historia de levantamento de peso no Brasil (entre todos os competidores).

A pequena Flavia Saraiva encantando a todos.

A pequena Flavia Saraiva encantando a todos.

O que acontece quando duas ginastas, uma da Coréia do Norte e uma da Coréia do Sul, se encontram? Essa foto!

O que acontece quando duas ginastas, uma da Coréia do Norte e uma da Coréia do Sul, se encontram? Essa foto!

E então lembrei de um vídeo bem antigo, mas que é muito relevante nessa semana. Se você ainda não assistiu, vai lá, use 5 minutinhos e assista.

O vídeo mostra muito bem o contraste entre gerações: enquanto jovens mais velhos imitam mulheres praticando esportes de forma estereotipada e mais preocupadas com seus cabelos, as crianças menores dão um show ao mostrar que fazer coisas “como uma mulher” significa fazer tudo com muita determinação. Aliás, a menininha lacradora que aparece no minuto 1:02 do vídeo dá um show ao afirmar: correr como uma menina significa correr o mais rápido que você puder.

Então, vamos lá. Está na hora de todo mundo agir um pouco mais “como uma mulher” e sermos fortes e fazermos a diferença nesse mundo.

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