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Me faz perder o juízo

Não sei como dizer isso, mas você me respeita demais. Quer dizer, não sei como você vai interpretar isso, mas espero que entenda o que eu quero dizer. Olha nos meus olhos. Tá vendo o quanto eu pego fogo por estar ao seu lado? Então, eu quero que você se queime. Quero que você encoste em mim e tenha vontade de tirar a roupa. Tá, eu sei que se pudesse você estaria pelado agora, me jogaria na cama e a gente se amaria.

Só que a gente faria isso porque eu deixaria.

Meu Deus, que complicado isso. Veja bem, não quero que você chegue e arranque minha roupa no dente (apesar de achar graça e o tesão aumentar quando você fala isso pra mim). Quero só um pouco mais de vontade. Ai, não, peraí. Pelas mãos que me apertam, que puxam meu cabelo, que passeiam por mim e já sabem o formato exato dos meus peitos e da quentura das minhas pernas, vontade eu sei que não falta. Não to conseguindo ser clara e me fazer entender.

Assim, eu tenho meu autocontrole. Certo? Eu me seguro porque acho que estamos indo muito depressa. Eu teria dormido contigo na primeira noite. Teria transado, dado, feito amor ou qualquer outro verbo que você queira usar pra nós dois (apesar de que cada momento tenha o seu mais apropriado). Teria avançado vários sinais que eu mesma me estipulo, mas não avancei. O que eu quero é que você que maluco a ponto de avançar todos os seus sinais, ultrapassar os limites e se perder em mim — e por mim.

Da próxima vez — para, não vamos falar assim. Não quero insinuar o jeito que você tem de agir. Fala sério, olha pra mim! Estou entregue. Dentro do seu abraço, com as mãos agarrando o sonho de fazer alguém feliz e ser feliz, e tudo que eu quero é te fazer endoidecer. Enlouquecer. Quero o seu poder de convencimento de que agora é hora, de que o amanhã está longe e que, se não for hoje, nosso mundo pode acabar sem que tenhamos aproveitado tudo.

Quero tua língua no meu ouvido e a certeza de que o certo é meu sutiã estirado no chão, não apertando o meu corpo. Me aperta você.

Acho que me enrolei. Entendeu o que eu quis dizer? Há um barril de pólvora em você que uma faísca minha ainda não soube incendiar. E eu quero mesmo é ir te provocando até que não aguente, ceda, acenda e exploda. Droga. Na minha redundância e prolixidade, só quero te dizer “me pega e me ama”. A gente se ajeita e se encaixa. Descobre o que o outro gosta e, por m, goza do desejo um do outro de só pensar no bem de quem divide a cama.

Me faz perder o juízo, por favor.

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