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Músicas contam histórias

É fato incontestável que algumas músicas têm o poder de comandar nossos pensamentos e emoções a ponto de nos transportar no tempo, e nos fazer relembrar momentos, alegrias, sofrimentos, pessoas queridas – outras nem tanto – enfim, têm este poder quase divino, e são feitas para isso; são feitas para eternizar emoções.

Nossos corações e mentes, tolos e sensíveis como são, se deixam levar por esta quase sádica faceta dos compositores e intérpretes que teimam em nos marcar como ferro quente com suas canções. Acho que eles, de certa forma, se divertem com isso, será? Ao mesmo tempo eles generosamente abrem seus corações e nos mostram seu íntimo, se desnudam de qualquer medo e fazem “música”. Então se dá uma aproximação química e mágica entre o som por nós ouvido e nossas emoções num determinado momento “x” onde somos alvejados pelo tiro certeiro do artista, e pronto, a música nos marcou… Marcou uma noite, um beijo, um fora, uma decepção, um fim, um começo, uma praia, um verão, enfim, ficará registrada no canto mais empoeirado de nossa alma, guardada, quieta e silenciosa. Mas, quando nossos ouvidos reconhecerem um trechinho sequer, BUM!! Ela ressurge como todas as forças e nos traz junto a ela toda a carga de emoção com que foi guardada.

Tenho “viajado” em algumas músicas que recentemente me marcaram positivamente. Vale como dica ou sugestão, não me levem a mal… O baixinho Bruno Mars me surpreendeu com seu último álbum “Unorthodox Jukebox” onde ele revela uma veia soul afiadíssima e em alguns momentos lembra muito Michael Jackson – fora a excentricidade é um grande artista – com principal destaque para bem temperadas Treasure” e Moonshine”. Outro álbum que merece atenção é o “Regions Of Light And Sound Of God” do eclético Jim James. O chamo de eclético porque não ouço tudo o que ele faz, entenderam? Mas, em músicas como a experimental Know Til Now”, a balada acústica A New Life” e a romântica Actress”  ele cumpre bem seu papel de tornar o ambiente meio esfumaçado e sem compromisso. Jim James parece ter ficado estagnado nos anos 70, e isso é o grande êxito dele.

Não há gênero de música ruim. Há gostos diferenciados, e “gosto não se discute”  já diz o ditado popular, então, não quero polemizar esta questão. O importante é que a música tem por função emocionar, alegrar, marcar território, cativar nossas almas para que tenhamos prazer em escutá-las, tesão em repetidamente ouvi-las, vontade de mostra-las aos nossos amigos(as) e/ou namorados(as), que elas sirvam para dar clima a um momento especial não importando o tipo, momentos são momentos e o presente em um segundo já é passado.

“Moonshine” do Bruno Mars:

“New Life” do Jim James:

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