Não morra sem: assistir “Na Natureza Selvagem” Esta foto é sua?

Aprenda sobre a vida assistindo “Na Natureza Selvagem”

Sabe aquele filme que, quando termina, deixa você em êxtase e sua cabeça sai deste plano por alguns longos minutos? Pois é, “Na Natureza Selvagem” é um filme que passeia por belas paisagens, pessoas, sentimentos, tradições, experiências e uma jornada profunda de autoconhecimento.

Baseado em fatos reais, o longa conta a história de um jovem chamado Christopher McCandless, que levou uma vida de estudos brilhante e era modelo perfeito para muitos pais por aí, por conta de sua dedicação. Mas, tudo muda quando ele resolve embarcar em uma jornada rumo ao Alasca.

Com uma trilha quase inteiramente composta pelo vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder, as músicas passeiam pelas nuances do filme e trazem consigo a essência que é contada na história, o que gera um casamento sensacional de imagens, músicas e feeling. Curiosamente, Eddie Vedder aceitou o convite do diretor Sean Penn para fazer a trilha sonora, antes de saber qualquer coisa sobre o longa.

O filme é prato cheio para mochileiros e pessoas que gostam de experiências e viagens por lugares simples, sem ostentação e contato direto com a natureza e a paz que ela proporciona. Várias questões sérias, também, são levantadas sobre ditames da sociedade, valores e como é fascinante conhecer o mundo que diferentes pessoas habitam, por dentro e por fora.

Várias figuras são interessantes durante a jornada do protagonista, como um casal de jovens de Amsterdã, um homem de espírito aventureiro e sua fazenda, um casal hippie e seus dilemas, uma jovem apaixonada, um homem traumatizado por uma grande perda e um senhor que interpretou a si mesmo, conhecido como Leonard Knight, que cuidava da Montanha da Salvação e que acreditava que Deus é amor. Para mim, é o melhor personagem. Infelizmente, ele faleceu há cerca de dois meses.

O filme é baseado no livro do autor Jon Krakauer, que buscou refazer a odisseia de Christopher McCandless, conhecendo todas as pessoas com quem o jovem teve contato e, com isso, descobrindo uma sociedade de pessoas que moram em desertos, em bases militares abandonadas, às margens de rio, em fazendas, onde são desajustados e inquietos com o mundo que os cercam.

Não entregarei o desfecho da jornada de autoconhecimento do jovem McCandless, com a alcunha de Alexander Supertramp, deixo apenas esta pincelada de um filme tão rico em diálogos, ideias, palavras, pensamentos e frases acerca de um mundo louco, porém igualmente fascinante. E por falar em frases, fecho com uma das minhas preferidas do filme: “A felicidade só é verdadeira quando compartilhada” (Christopher McCandless).

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