ELIS Esta foto é sua?

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Elis é minha musa, minha música, meu amor e minha paz“. A frase de Milton Nascimento é precedida por Gilberto Gil admitindo que foi apaixonado por Elis Regina. Isso que, na vida real, ela foi casada com Ronaldo Bôscoli (que escolheu Elis pra casar depois de ter namorado Nara Leão e Maysa) e César Camargo Mariano (um dos arranjadores e pianistas mais brilhantes de sua geração).

Claro, havia motivos para se apaixonarem por uma das maiores cantoras do país, dona de uma voz que fazia qualquer superlativo virar pó. Mas havia, também, muitas características que os homens de hoje em dia não suportam em uma mulher.

Elis falava exatamente o que pensava, na hora em que pensava, na linguagem que a conviesse. Há imagens de palavrões homéricos sendo ditos em rede nacional no horário nobre. Elis ria alto, desajeitado, grande. Quase gritava. Fazia escândalo, brigava mesmo. Há uma lenda maravilhosa de que, numa briga com Bôscoli, ela teria jogado a coleção de discos de Frank Sinatra dele pela janela.

Elis fumava. Fumava muito. Em entrevistas, antes de shows, enquanto conversava. Não era um cigarro com pose sexual fingindo desprezo para chamar a atenção. Eram inúmeros cigarros, fumaça no ar como se a vida inteira fosse mesmo um palco.

Apesar de linda – ou será que só hoje, mais de 30 anos depois da sua morte, vemos toda essa beleza? -, era descrita como baixinha, com sorriso largo e levemente estrábica. Depois de um tempo, passou a ter o cabelo curto tão detestado pelos homens (que alguns ousam chamar de “Joãozinho”. Bem que podia ser “cabelo Elis”, né?). Muito longe das longas madeixas de princesas que povoam os sonhos masculinos das fotos em família. Engordou, emagreceu, encrespou, alisou.

Elis vivia cercada de homens e tinha um passado. Tivera namorados, maridos, escudeiros fieis sempre tão apaixonados. Elis tinha um passado, todos sabiam dele e mesmo assim a amavam.

O que faz de Elis o oposto do que as mulheres querem ser e mesmo assim uma das mais apaixonantes mulheres da música brasileira? Elis era autêntica, vivia para ser feliz e não queria ser princesa. Exatamente por isso acabou sendo.

Elis é uma intérprete genial, uma personalidade apaixonante e uma lição: quem ama o que é, atrai amor. De todo lado.

É um mistério profundo, é um queira ou não queira” (Águas de Março)

A lua, tal qual a dona do bordel, pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel” (O bêbado e a equilibrista)

Agora cadê teu novo amor? Cadê que ele nuna funcionou? Cadê que ele nunca resolveu?” (Vou deitar e rolar)

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