Não morra sem: ser todas as mulheres de Chico Esta foto é sua?

Não morra sem ser todas as mulheres de Chico

Pode parecer piegas, mas eu celebro o aniversário de Chico Buarque. É dia alegre, de acordar de bom-humor, de pensar no amor, de se orgulhar (mais, muito e sempre) de termos aqui, no Brasil, um dos gênios mais gênios da humanidade. É dia de vestir o melhor sorriso, afinal de contas, é aniversário de Chico Buarque.

Chico faz hoje 70 anos. Nasceu numa família de intelectuais e quis o destino que fosse um cara simples (ou vai dizer que não é simplicidade jogar futebol com os amigos?). Quis o destino, o cosmos, o universo, a vida, que fosse quem mais escreveu e entendeu as mulheres. Quis o destino que desbancasse, aos 70, vários de 20 nos sonhos românticos e eróticos delas.

Tenho vergonha de admitir, mas confesso que lá no fim das minhas esperanças está o dia em que encontraria Chico e poderia falar pra ele tudo o que eu tenho vontade. Na verdade, sonho com o dia em que terei uma resposta a próprio punho de uma das cartas que escrevi para Chico e nunca enviei. Nelas eu dizia que ele estava errado. Completamente equivocado.

Toda mulher é de cinema, toda mulher é um pouco atriz. Toda mulher é Nina, é Helena de Atenas. Não existe nome porque somos tomas uma só. Desculpe, Chico, mas toda mulher é um pouco as suas linhas e muito do seu olhar. Toda mulher é mulher de Chico Buarque – umas viúvas, umas largadas, umas amantes. Mas, neste seu aniversário, Chico, eu preciso te revelar: somos todas suas.

“Nina diz que embora nova, por amores já chorou que nem viúva. Mas acabou, esqueceu” (Nina)

“Sei que ela pode ser mil, mas não existe outra igual” (Ela faz cinema)

“Dançava colada com novos pares, com um pé atrás, com um pé a afim” (As atrizes)

“Às vezes ela pinta a boca e sai. Fique a vontade, eu digo. Take your time” (Essa pequena)

“Quando fustigadas não choram. Se ajoelham, pedem, imploram” (Mulheres de Atenas)

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