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Não se leva nada dessa vida

“Caixão não tem gaveta” é um dos ditados que mais ouvi falar em meio a tragédias e outras situações envolvendo a morte. E é uma grande verdade. A única coisa que a gente leva – se é que a gente leva alguma coisa – é a forma como se viveu. Os amores vivenciados, as ações feitas, os corações que foram tocados. Tudo o que é feito aqui continua ecoando depois que se parte. Fica com força tudo aquilo que foi realizado com Verdade e Amor.

Essa é uma visão minha, claro. Não acho que você precisa concordar comigo, mas fui aprendendo com as despedidas que tem muita força as impressões remanescentes. Boas ou ruins, são elas que ditam o modo que os outros lembraram de nós. E, nesse pacote, eu posso até mesmo não falar sobre uma morte física, mas num tipo figurativo também, quando alguém vai embora da Vida da gente e só restam as memórias.

Entretanto, voltando à partida eterna, também penso que nunca estaremos 100% preparados para lidar com ela. A gente que fica, sem dúvida, nunca estará. Mesmo naqueles momentos em que já se espera uma notícia ruim, um desfecho que ponha fim num sofrimento, a chegada da dita cuja. O buraco que se faz no peito não consegue ser preenchido por nada. É a Saudade sem remédio que se carrega.

Por isso que continuarei sempre pregando e desejando que as pessoas desfaçam suas birras, não cultivem seus rancores, desatem as brigas e não levem à frente o que pesa no coração. Ter um sentimento ruim corroendo o peito é desperdiçar o tão precioso tempo que a gente tem por aqui. Tempo esse que deve ser usado para dar, receber e multiplicar amor, carinho, atenção, afeto e o que de melhor brotar.

A sensação que dá, por fim, é de querer fazer um pedido – quase um apelo – para que não se viva em vão. Busque e conquiste seus sonhos, construa e viva plenamente seus amores, mantenha por perto e aproveite cada segundo da presença de quem faz a diferença pra você, ponham paixão em tudo que fizer. Sabe-se lá o que existe depois desse plano, mas com certeza o que se faz de bom ecoa.

Por um tempo próximo ao eterno, às vezes.

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