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O amor de muitos

Volta e meia a vida nos dita que devemos apequenar nossos instintos de amor para não parecermos franzinos ou perdermos o que alguns definem como o nosso valor. Para muitos o não amar virou motivo de orgulho, virou honra de saber destilar um desapego, ao meu ver, antilógico. Uma pessoa não se torna vulnerável por saber amar. Uma pessoa se torna vulnerável ao viver presa nessas lógicas pequenas de vida.

Quando falo em amor, as pessoas já constroem em mente castelos de carinho, beijos no cinema, finais de semana regados a frio e filmes, mas isso é tão pouco perto da resiliência do amor… Esqueça esse amor de declarações em redes sociais, esse amor de beijos maquinais e apressados, tente ver o outro viés do amor. Note-o como um todo instante de vida feliz.

A nossa expectativa que haja uma forma para o amor é o fruto de tantas decepções. Quem sabe amar não é quem entrega-se a qualquer afeição corrida nessas tais varandas de amores febris. Saber amar é admitir a si o ineditismo da vida.

Talvez a gente só entenda e aceite o amor dignamente puro quando considerarmos as variáveis da vida, os términos, os fins, e assim olhar tudo isso com maturidade e compreensão de mundo. Mundo esse que é tão competente em distribuir momentos de alegria, dor, compaixão, reflexão e claro, amor.

O peito aberto sempre será o melhor parceiro da tão gostosa possibilidade de amar.

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