oipq Esta foto é sua?

O amor sem ninguém ter te contado

Ela mexe no celular dela. E ele também. 

Ela, por algum motivo, teme ser descoberta. É o mesmo medo que o mantém refém. 

Eles não se falam há dias e não se vêem há meses. 

Ele gostaria de ter sido menos radical, pelo menos algumas vezes. 

Ela vê o perfil dele e vê que ele quase não publica. 

Ele lê tudo o que ela posta, buscando alguma indireta, uma dica. 

Os dois estão machucados por algo que nunca viveram. Só se tiveram uma vez, tampouco se conheceram. 

Ela todos os dias lembra o que ele disse, mas finge que ele é um tipo de mundo paralelo que nem existe. 

Ele esconde os sentimentos que sente por ela, ele mata alguns leões por dia. Ele resiste. 

Nas vezes que ambos se encontraram a frieza foi a melhor parceira. Ambos gostariam que não tivesse sido dessa maneira. 

Ela lembra como os olhos dele ficavam bonitos a luz do luar, ela sabia que seria a primeira e a última vez que o teria ali e lhe poderia beijar. 

Ele lembra a maneira como ela queria sempre parecer bonita, de mexer no cabelo e as manias, e olhá-la pelo espelho era melhor do que parecia. 

Hoje os dois seguem sua vida em vão. Carregam o coração de cada um… Na mão. 

Ele espera que um dia ela volte e talvez diga que goste de caras estranhos. Ela o cansava de chamar assim, ela nem sabia o estrago tamanho. Ele acreditava que ele não era para ela, pois uma hora ela era menina exagerada, outra hora se rebela. Ele queria poder ter feito algo que pudesse ter tocado seu peito, mas não tinha jeito. Ele não era o sujeito para mantê-la para ele. Ele se considerava rapaz demais, incapaz de entender. Era esperar alguns anos e crescer, ou simplesmente desaparecer. 

Ela acordava todos os dias lembrando das suas mensagens de “bom dia”. Em quando dizia o que fazia ou razão por que sumia. E quando isso faltava, ela realmente enlouquecia. Ela tentou não parecer frágil quando saiu do seu carro. Os lenços que viria a chorar escondida eram mais baratos, mas ela desejou toda manhã que ele tivesse coragem e ligasse. Numa insanidade louca a buscasse e de uma vez por todas a amasse, pois ela viu que naqueles olhos do reflexo do espelho, existia mais do que um cara sem jeito, um cara buscando ser maneiro… Existia o começo de duas almas que por fim eram “o inteiro” e ela quis que voltasse. 

Mas ela parou de acreditar nisso. Então a luz se apagou. Ela fingiu que nunca o amou e o deixou. 

Ele por sua vez até tentou. Pegou inúmeras vezes no telefone, mas desligou. Pelas postagens ela parecia mais feliz. Então seu número apagou. 

Eu não acredito em amores platônicos, mas a todo momento eu acredito que eu vivo um. 

E ela… É o que eu sou.
E ele… Não sei se sabe o motivo da minha dor.

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