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O que as mulheres querem?

Já ouvi gente afirmando de pés juntos e jurando em voz alta que elas gostam mesmo é de dinheiro. OK, não nego que existam fêmeas famintas por crédito fácil, prostitutas à paisana, mulheres que ficam com os mamilos estupidamente eriçados só de ouvir o estouro classudo de uma champanhe francesa, mas afirmo: as interesseiras estão longe de representar a maioria do gênero feminino. Na verdade, dizer que o principal desejo das mulheres pode ser resumido em cifrões, é coisa de homem bunda-mole, de perdedor, do tipo que não pega ninguém nem em final de micareta e, por isso, resolveu sair espalhando por aí que homem só come bem se tem Camaro amarelo na garagem. Meus amigos mais pegadores compram coxinha fiado e pulam a roleta do busão, sempre que podem.

Se o principal anseio das mulheres não é dinheiro, então só pode ser beleza, certo? Errado! Se ainda duvida de mim, corra para o shopping mais próximo e repare bem nos casais. Tenho certeza que verá uma porção de homens feiosos andando de mãos dadas com verdadeiras princesas sorridentes. Estou mentindo? Por isso, se a natureza se esqueceu de lhe prover beleza ou se seu PIB não anda lá essas coisas, mantenha a fé, irmão, pois ainda tens chance de molhar o biscoito com decência.

Então, o que elas querem dos homens? Qual é o segredo por trás do sorriso delas? Basta uma visitinha numa livraria para encontrar inúmeros livros complexos, ensinando mágicos truques e regras robóticas para conquistar as fêmeas deste planeta. Verá livros maiores do que a bíblia, lidando com os desejos femininos de forma científica e extremamente metódica. Não tiro o mérito desses estudiosos, mas meus poucos anos de boteco, e de olhos bem abertos, hoje, me permitem dizer aqui: para obter sucesso com as mulheres não é preciso fazer malabares nem dançar Passo Doble no Faustão. Nada disso. As mulheres querem um homem capaz de desferir tapas firmes nas nádegas delas, um macho que não tenha mão de alface na hora de puxar-lhes os cabelos em pleno ato libidinoso, mas querem que esse mesmo selvagem sexual, tenha a delicadeza necessária para não atropelar os sutis sinais desferidos diariamente por elas.

Elas querem uma mão firme e capaz de algemá-las pela cintura, mas querem também outra mão suave, capaz de fechar-lhes o zíper do vestido sem destruí-lo ou de colocar-lhes as mexas de cabelos atrás da orelha sem deixá-las carecas.

Muitos homens erram nesse equilíbrio e não sabem a hora certa para deixar de ser ogro e tornar-se ser sensível, ou seja, continuam desferindo tapas mesmo no pós-sexo, tabefes feitos não apenas pelas mãos, mas também pela falta de educação, de sutileza, de respeito. Outros fazem o contrário, levam a delicadeza em demasia para a hora do sexo e acabam transando com o romantismo meloso de um príncipe da Disney.

Entendeu? Saiba bater e segurá-las firme pelos braços em momentos nos quais elas nem cogitarão o acionamento da lei Maria da Penha, mas saiba também a hora certa afagá-las com palavras delicadas e envolvê-las com carinhos macios, brandos e cheios de esmero verdadeiro.

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