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O que não te contaram sobre “Invocação do Mal 2”

Poucas coisas me proporcionam a adrenalina necessária na vida, já que não pratico esportes radicais ou algo parecido. Filmes de terror são sempre a única saída, já que provocam emoções únicas, apesar do medo que exige algo mais light após o filme ou só a decepção de não ter tido oportunidade de fechar os olhos nem por um segundo, muito menos por um susto.

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Lorraine e Ed Warren estão de volta em “Invocação do Mal 2” para solucionar mais um mistério em Londres e por mais que isso soe meio “Scooby-Doo”, durante o filme você vai perceber que quanto mais informações você tem sobre a mãe solteira e os quatro filhos que moram em uma casa assombrada, menos entende o real sentindo de todos esses acontecimentos estarem conectados ao casal.

Bem diferente de “Invocação do Mal” e “Anabelle”, a história não se trata apenas de possessões e objetos inanimados voando aleatoriamente, como é de se esperar graças ao enredo das produções anteriores. Sem dar spoilers – prometo – a trama apresenta o lado mais vulnerável de cada personagem, deixando claro que cada núcleo tem suas respectivas fraquezas e que ninguém é super-herói e que além da fé, independente de religião ou até mesmo crença, é importante poder contar com alguém.

Todo dia e todos nós enfrentamos alguns demônios, mesmo que não literalmente e às vezes, achamos que somos capazes de resolver tudo sozinhos. O orgulho só não pode fazer com que esqueça que nem tudo são flores e nem todo dia você vai estar com o guarda-chuva na bolsa. Eu sei, a comparação é meio engraçada, mas poder contar com alguém para caminhar com você em um dia chuvoso é algo muito valioso, o mesmo quando passa por algum problema, por isso, se hoje você tem a oportunidade de compartilhar medos com uma pessoa especial, que acredita em você, não só continue contando com ela. Conte pra ela também!

A união entre a família Hodgson e o casal Warren é emocionante e também o grande segredo para o fim desse pesadelo nada comercial. A conexão entre todos foi tão especial que trouxe um pouco de leveza ao filme e isso ficou evidente nessa cena.

Passar por situações complicadas, talvez não tão parecidas com a do enredo, mas talvez tão difíceis quanto, é inevitável. É importante lembrar que independente de quem você seja nunca estará sozinho. Sempre haverá alguém que entenda você, do seu lado ou do outro lado do mundo, afinal, os Warren precisaram enfrentar medos bastante particulares e atravessar cidades para no fim entender, a importância da família, da amizade e da união. E Janet, precisou estar mais próxima do inferno do que nunca para aprender que o medo, seja ele qual for, não pode ser maior que a necessidade de enfrentá-lo.

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