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O que nós queremos

O que passa em sua mente para achar que em pleno 2018, alguma mulher vai se permitir ser o seu brinquedo? Que alguma de nós vai permitir que você nos use, use nossos corpos e emoções apenas para que você satisfaça seus desejos não realizados?! É sério, cara, você realmente acha que ainda vamos cair na sua lábia antiquada e extremamente repetitiva, que veio lá daquele seu tio avô babacão que se achava o espertão pegador e que hoje não passa de um velho bêbado, doente e solitário? Acha mesmo que as cantadinhas baratas e decoradas ainda colam? Putz!

Vem, senta aí e presta bastante atenção no que eu vou te falar agora, ok?

Aquele estereotipo Amélia que os seus antepassados te ensinaram que era o tipo ideal de mulher para se casar, a que cuidada apenas do lar, do marido e dos filhos… Esse modelo de mulher, acabou amigão. Algumas de nós continua a cuidar de seus lares e família, sim, mas não mais só isso. Não vivemos mais apenas em função dos desejos e ensinamentos ultrapassados que diziam exatamente como deveríamos ser e fazer tudo. Não… A grande maioria agora percebeu que há uma porta que pode ser aberta e que te deixa livre para ser e fazer o que quiser, quando quiser e como quiser.

Nós agora escolhemos carreiras profissionais que fazem nossos corações saltarem de alegria, homens que estejam preparados para ser parceiros de vida e que também desejam uma parceira. Não queremos mais o cara que tem vergonha de sair em público com a sua mulher, só porque ela não é a cópia fiel da Scarlett Johansson, fisicamente. Não queremos mais apenas o cara que troca a lâmpada, instala o chuveiro, desentope os ralos, abre os potes duros de conserva, para isso tudo temos tutoriais na internet ou o fabuloso marido de aluguel, onde contratamos o serviço, pagamos e o cara vai embora. Assim, bem simples! E de bônus, não temos mais toalhas molhadas em cima da cama, tampa de vaso sanitário levantada, cuecas e meias podres para lavar, e o melhor, não temos mais nenhum tipo de satisfação para. Ah! Já tinha esquecido, a melhor parte, a cama é toda nossa.

Nós queremos companheiros. Aquele cara que vai andar ao nosso lado, sorrir o nosso sorriso, comemorar as nossas conquistas, valorizar e incentivar o melhor que podemos ser, como mulheres. Queremos o cara que divide o pote de sorvete jogado no sofá vendo um filme. Queremos o cara que vai abrir duas, não uma, cervejas e levar pra tomarmos juntos, enquanto comemos algo que ele fez, ou que pedimos, ou que nós mulheres fizemos, mas por querer, não porque é obrigação. Queremos – e merecemos pra caralho – aquele cara que vai sair com a gente para um barzinho, ou uma festinha que seja, e não tenha a menor vergonha de demonstrar em público o quão é apaixonado e feliz de viver ao lado da mulher que ele escolheu, mas que sabe que também foi escolhido de todo coração. Queremos sorrir com os lábios e com os olhos lembrando do cara (e das coisas pequenas e lindas que vivemos juntos no dia a dia) que faz nossa vida muito melhor, e que apesar de sermos felizes e completas sozinhas, escolhemos transbordar com vocês. Queremos aquele cara que vai dividir as tarefas em casa numa boa, sem ficar de mimimi com esse negócio de se sentir menos homem por isso, porque, meu amigo, se você se sente menos homem por qualquer motivo que seja, é simplesmente porque talvez você não seja esse homem todo mesmo.

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