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Orgulho

Vivemos numa constante batalha para provar quem é o “mais forte”, quem se entregar primeiro perde, essas são as regras, nenhum dos dois pode demonstrar se importar com o outro, se mandar mensagem perde ponto, se sumir ganha ponto, se disser que gosta perde ponto… Em meio a esse duelo deixamos subentendido gostar um do outro, mas nunca vamos admitir isso.

Isso que eu chamo de suprassumo da inteligência…

Ninguém quer ferir o seu próprio ego, e assim criamos uma linha imaginária de submissão totalmente desnecessária. Por que me sinto “menor” por falar contigo antes de você vir falar comigo? Não dá para ser recíproco?

Esse sentimento vai crescendo e cada pequena desavença se torna o maior motivo do mundo para não responder uma mensagem, deixar o telefone tocar 6 vezes antes de atender para dizer que estava de “bobeira” e assim não assumir saudades nem por um milhão de reais em barras de ouro.

Nisso você deita na sua cama, fica rente à parede gelada para amenizar o calor, coloca a perna esticada para fora do cobertor e fica ensaiando alguns diálogos que nunca serão ditos.

Inquieto(a) e com o celular na mão você vai lá e tenta remediar a situação, liga e fica ouvindo o telefone tocar com o coração na mão, onde cada toque não atendido só faz o arrependimento aumentar, se expõe e acaba sendo mais rejeitado(a) do que um operador de telemarketing. E assim mais uma vez atrasamos o inevitável. Realmente somos geniais.

Às vezes o orgulho nos torna idiota, mas às vezes ele nos faz não passar por idiota.

Sei o quão genioso(a) você possa ser e como é difícil fazer um simples e sincero pedido de desculpa, mas tudo isso necessita de equilíbrio e bom senso, ninguém quer sair rebaixado e saber ceder é o segredo para um relacionamento emocionalmente estável.

Sem mais, só quero que tu entendas que se o teu orgulho for maior que o teu sentimento realmente fica difícil dar certo.

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