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Os adjetivos, o saco cheio e uma campanha inspiradora

Nunca adjetivamos tanto. No trabalho, com os amigos, na vida, nos textos. Nunca fomos tão mais isso e tão menos aquilo. Nunca antes um trejeito, um sotaque e um número na balança, falou tanto. Alguém me diz por que diabos?

Não tínhamos redes sociais pra dizer de que religião somos, para transmitir uma falsa alegria de viver, uma falsa cultura e falso também é adjetivo. Tudo adjetiva, tudo tarja. Apenas ser, sem nenhum cargo que demonstre a nossa grandeza de conta bancária ou espírito, está fora de moda.

A Pantene, marca de shampoos que todo mundo conhece, resolveu aproveitar essa rotulação do mundo para propor uma campanha diferente, vocês viram? Assisti e concordei demais com o vídeo (mesmo sem ter aquele efeito incrível nos cabelos que a modelo tem para se sentir maravilhosa sem precisar de adjetivos! Pronto, adjetivei!).

No vídeo, cada um aparece com um adjetivo. Acho importante que a gente perceba que, muitas vezes, não somos nós quem escolhemos os adjetivos que nos são destinados. Mas escolhemos o do outro. Então, a melhor saída para reduzir os adjetivos do mundo é evitar adjetivar o outro.

O que acham?

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