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Os beijos que só conheci contigo

Tô com saudade de pousar as mãos na tua cintura, passar meu braço e te ouvir soltar um gritinho de prazer. Aí, te puxando pra bem perto de mim, tô com saudade de te dar um daqueles beijos que te deixam tonta. Daqueles beijos que a gente dá que parece chegar na alma. Beijos que só conheci contigo.

Tô morrendo de vontade de colar meu corpo no teu, sentir teu calor e ir redescobrindo teus caminhos devagar. Desabotoar a blusa como um menino que abre o presente e sabe a sorte que tem. Desejo de começar a suar contigo, sentir a temperatura subir e ver que o sorriso atravessando a escuridão do quarto confirma tudo isso. O que a gente faz é bem mais que amor.

Extrapola todos os limites do entendível.

Tô sentindo falta de falar do seu vestido, implicar com o seu decote e me aproveitar de você enquanto dirijo. Falta seu lábio mordido olhando pra mim e dizendo que “gosto de ficar assim, te olhando”. Saudade de dar as mãos e, então, ser a minha vez de ficar admirado com a pessoa que tenho ao meu lado. O amor é a admiração mútua. É um afago no ego também, mas é a clara vontade de fazer bem a quem se quer melhor ainda.

Você faz falta nos detalhes da rotina, no escuro do quarto, nos cantos daqui de casa em que via seu cabelo caído pelo chão. Dá saudade, não nego. Te vejo, agarro, beijo e te amo assim que puder. Pra matar essa vontade, certamente, vamos precisar de bem que uma noite, um dia, um fim de semana. Mais fácil ter um calendário do que relógio. Porém, pra fazer meu coração sorrir, basta que você esteja novamente na minha frente.

Sou essa urgência que chama seu nome baixinho antes de dormir, que não resfria no banho e que se pergunta olhando pra lua se você pensa em mim do mesmo jeito. Inseguramente bobo, sou a tradução do bem que você se esforçou pra deixar em mim.

Sentimento plantado com sucesso.

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