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Quando foi a última vez que você fez algo gentil?

Não, não sou santo, tenho milhares de defeitos (ainda bem!), mas uma coisa que procuro sempre praticar, diariamente, é a gentileza. Pois, é o mínimo que se pode fazer pra ter um dia tranquilo e manter o sentimento de civilidade em dia. Quando cheguei em SP, tinha o hábito de pedir desculpas aos moradores de rua quando não entregava moeda pra eles, meus amigos estranhavam e até riam por eu sempre falar: “Não tenho, desculpa”.

Pequenos atos de gentileza são na verdade uma forma de devolvermos ao mundo as coisas boas que acontecem conosco, e pode ser pequenos atos mesmo, desde um “Bom dia” ao porteiro do seu prédio, indo a ajudar um cego (e por favor não digam que o correto é portador de deficiência visual, pois nem eles gostam de ser chamados assim) a atravessar a rua, ou chegar até a estação de metrô, até um pedido de agradecimento a alguém do trabalho que lhe ajudou a finalizar algo. Simples assim.

E basta você começar a praticar que algo acontece no universo, que isso é sempre devolvido a você em forma de coisas boas. Como dizia e escrevia o lendário Gentileza nas ruas do Rio: Gentileza gera gentileza.

Vejam esse vídeo que prova isso:

E, pra quem estiver pensando que o que falo pode ser muita besteira, vejam o que a Heineken fez para escolher o estagiário de uma vaga global na companhia: Em vez de esperar respostas prontas e muitas vezes não muito verdadeiras dos candidatos, a empresa testou o nível de gentileza e bravura dos candidatos à vaga, e dependendo de como eles se sairiam nessas situações, avançavam no teste para a vaga, até finalmente escolher o candidato (não esqueçam de ativar a legenda em português):

Outra caso interessante é o do Café Pendente, um ato que começou fora, mas começa a ganhar força no Brasil, tudo começou por causa dessa história:

“O café pendente”

“Entramos em um pequeno café, pedimos e nos sentamos em una mesa. Logo entram duas pessoas:
- Cinco cafés. Dois são para nós e três “pendentes”.
 Pagam os cinco cafés, bebem seus dois e se vão. Pergunto:
- O que são esses “cafés pendentes”? 
E me dizem:
- Espera e vai ver. 
Logo vêm outras pessoas. Duas garotas pedem dois cafés – pagam normalmente. Depois de um tempo, vêm três advogados e pedem sete cafés:
- Três são para nós, e quatro “pendentes”.
 Pagam por sete, tomam seus três e vão embora. Depois um rapaz pede dois cafés, bebe só um, mas paga pelos dois. Estamos sentados, conversamos e olhamos, através da porta aberta, a praça iluminada pelo sol em frente à cafeteria. De repente, aparece na porta, um homem com roupas baratas e pergunta em voz baixa:
- Vocês têm algum “café pendente”?

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Esse tipo de caridade, apareceu pela primeira vez em Nápoles. As pessoas pagam antecipadamente o café a alguém que não pode permitir-se ao luxo de uma xícara de café quente. Deixavam também nos estabelecimentos, não só o café, mas também comida. Esse costume ultrapassou as fronteiras da Itália e se difundiu em muitas cidades de todo o mundo.

E a pergunta que fica é: Quando foi a última vez que você fez algo bom? Se você não lembra a resposta, tá na hora de começar a praticá-la. Você vai ver que o maior beneficiado é você, que fica com aquela sensação boa de ter feito algo significativo para alguém muitas vezes desconhecido. E finalizo o post com uma frase do Dalai Lama que explica muito:

“Seja gentil sempre que for possível. Sempre é possível”.

Abaixo, um vídeo que mostra a importância dessas pequenas atitudes e o poder do exemplo como multiplicador:

E aí, vamos começar?

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