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Que tipo de amor você quer?

Sem pré-julgamentos, sem hipocrisia e sem se espelhar no amor dos outros. Sem vergonha de quem você é, sem subestimar o amor alheio e sem desacreditar no amor que sente, me diga sinceramente: que tipo de amor você quer?

Tranquilo, atribulado, fiel, aberto, passageiro, eterno, racional, romântico ou melado? Casado, namorando, ficando ou se vendo de vez em quando? Amor com planos ou amor pra hoje? Amor que cuida, amor que curte, amor que divide, amor que conversa, amor que sonha ou amor que discute? Que tipo de amor você quer?

Eu estava no telefone com ele agora há pouco, disse que ia escrever, pedi uma sugestão de tema e ele disse para eu escrever sobre o quanto nós precisamos tentar realizar as coisas que realmente desejamos.

Gostei do tema – assim como gosto de todas as coisas que ele diz, diga-se de passagem – e fiquei pensando no quanto é importante, antes de mais nada, saber o que realmente desejamos.

Digo isso com certa prioridade porque a maior parte dos problemas da minha vida se deram justamente por eu não saber (ou não ter coragem de assumir – ainda preciso decidir isso na terapia) o que eu realmente desejava.

Eu não sabia que faculdade realmente queria, que trabalho realmente queria e quase deixei essa dúvida tinhosa atingir a parte mais bonita da vida, que pra mim (que, veja só, posso pensar diferente de você) é o amor.

Eu quase tentei me encaixar no amor que os outros queriam. Talvez por desesperança, talvez por cansaço ou talvez por incredulidade. Eu quase me amassei para caber no amor dos outros, sem toda a caretice romântica que eu acho tão importante, e quase fiquei à beira do erro mais grotesco da vida.

Dá pra se encaixar em muita coisa. Mas no amor, como ele sabiamente disse, talvez seja melhor correr atrás das coisas que nós realmente desejamos.

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