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Quiz – Músicas para curtir a fossa (só um pouquinho)

Dor de amor é inevitável, já diria minha avó. Não dá para escapar dela. É como dor de barriga, ninguém gosta de falar sobre ela, mas uma hora ou outra todo mundo vai ter uma.

Aí você me diz “mas Luiza, estou super feliz, encontrei o amor da minha vida de primeira, a gente nunca briga, se dá super bem. A gente vai ficar junto para sempre, nem sei o que é fossa e eu nunca vou sofrer por amor”.

E eu te respondo. Amiga, desculpa contar a realidade, mas é só uma questão de tempo. Talvez você tenha estado na fossa e já esqueceu. Lembra daquela festa americana na terceira série quando o Bruno Carvalho tirou você no Verdade ou Consequência e disse que preferia beijar o bumbum de sapo do que a sua boca? Pois é, todo mundo teve um Bruno que partiu seu coração na infância. Pior é quando o Bruno cresce, fica mais lindo que o Ryan Gosling, vira seu colega de trabalho e mesmo assim ainda não dá a mínima pra você.

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E nem precisa levar um fora ou par de chifres para curtir uma fossa não. Tem gente que entra na fossa quando termina um relacionamento, esse é o caso mais comum de todos. Mas também tem gente que já começa o namoro na fossa, tem gente que vai pra fossa sozinha mesmo quando está namorando (tem louco para tudo, né), tem gente (do grupo dos sortudos!) que só coloca um pézinho na fossa e logo logo já sai dela como se nada tivesse acontecido. E tem gente que mora lá embaixo na fossa para sempre. Sei lá, vai ver tem Netflix por lá. Lugar misterioso essa fossa, né?

Enfim, o que eu quero dizer é que todo mundo já sofreu ou vai sofrer por amor. Então para você não ficar entediada na fossa, hoje juntei o pessoal aqui do EOH para contar a melhor música para pegar os lencinhos, o pote de sorvete e chorar como se não houvesse amanhã.

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Márcio Rodrigues

Fresno – Cada Poça Dessa Rua Tem Um Pouco De Minhas Lágrimas –  Que difícil, amo as músicas fossas. Não dá para crescer sorrindo. Entre várias que pensei de bandas de fora, escolhi essa nacional do Fresno, segundo disco. É uma música com raiva e com dor, que mistura a cabeça inteira e que termina tipo algumas histórias boas: do nada. Mas, bem como essas histórias, ainda tem um respiro final que sugere um momento de paz e aceitação.

Frederico Elboni

Goo Goo Dolls – Iris – Ah, a música do filme Cidade dos Anjos… Eu sempre me emociono com esse filme – não direi choro haha! A verdade é que sempre que escuto essa música me sinto pensativo e lembro que, às vezes, é melhor estar no fundo do poço do que continuar caindo!

Nathalí Macedo

Maysa – Meu mundo caiu – Ela é a rainha da “bossa e da fossa”, né? hehehe

Gustavo Lacombe

Boate azul – É a música emblemática do sertanejo dor de corno. Fala do cara que perdeu o amor, foi pra zona, ficou com alguém, encheu a cara e perdeu todos os rumos possíveis. Da vida e do amor! ;))

Luiza Garmendia

5 Seconds of Summer – Amnesia  – A minha música de fossa atual é bem teenager: Amnesia do 5Seconds of Summer. Me faz chorar em um refrão. Eu também queria muito ter amnésia. Melhor apagar a memória do que ver a outra pessoa seguindo em frente e enquanto a gente está sofrendo por ela ainda.

Eduarda Costa

Caetano Veloso – Você Não Me Ensinou a Te Esquecer – É a música que embalou meus últimos pés-na-bunda. A letra é incrível e diz tudo o que eu preciso ouvir para chorar abraçada ao travesseiro e mergulhar de snorkel no fundo do poço. Eu gosto do Caetano cantando mas a versão com Bruno e Marrone tem nuances de tango que deixam tudo ainda mais dramático para quem quiser uma sofrência sertaneja. (Ah, essa versão está no Spotify. #ficadica)

Eduardo Benesi

Arvo Pärt- Spiegel im Spiegel – “Miss you love” do Silverchair, por exemplo, é bem emblemática quando lembro da minha aborrescência. Se for pro lado humorado, estilo karaokê~feat~amigos~feat pinga com limão, “Evidências” é sempre a melhor fossa. Hoje em dia, as músicas que mais me deixam melancólico tocam em trilhas instrumentais de filmes. Nenhuma me deixa mais emotivo do que “Arvo Part – Spiegel im Spiegel”. Já chorei muito com essa música. Acho que músicas instrumentais, pela ausência de letras, se transformam em plano de fundo pros pensamentos.

Ricardo Coiro

Nando Reis & Os Infernais – Você pediu e eu já vou daqui – Brega, deprê, exagerada e desce muito bem com o conhaque do Bar Azul, ou seja, é perfeita para chorar até ficar com a cara do Rocky Balboa, no último round.

Léo Luz

Oasis – Half The World Away – É uma música sobre desacreditar nas pessoas e precisar de alguém que está longe. Mais fossa não há.

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