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Só vive de verdade aquele que se permite sentir

Você não veio ao mundo para dominar todas as suas emoções. Em alguns momentos, você se sentirá desprotegido e vai querer arrancar do peito toda a insegurança. Noutros, vai querer sair voando por aí com o tanto de amor que preencherá sua alma. Esses instantes, sim, estarão figurando pela sua trajetória e vão te ajudar a contar sobre tudo que você passou, mas não se trata em se tornar um expert nisso ou aquilo.

Você nunca vai conseguir conhecer tão bem um sentimento a ponto de controlá-lo perfeitamente. Os humanos não tem essa característica, acostume-se. Podemos, sim, saber que somos suscetíveis à raiva, ao carinho, à preguiça, ao altruísmo, ao egoísmo, mas sempre seremos surpreendidos por praticar algum ato ou pensamento que nos empurre numa dessas direções. Às vezes, involuntariamente.

Não pretenda se colocar numa camisa de força e achar que tudo que se passa no seu peito e na sua cabeça ficará restringido àqueles braços presos. Nós somos frutos daquilo que escolhemos e, também, daquilo que vimos aparecer sem nem ao menos querer em nós. Ser melhor, então, consiste em saber conseguir dividir o que é ruim do que é bom. Tornar-se alguém melhor pro mundo está fundamentado em olhar para trás, refletir nos nossos erros, nos exemplos dos outros, em tudo passado, e tirar lições para o presente e para o futuro.

Não somos máquinas programadas para não sentir isso ou aquilo, mas podemos, com certeza, discernir o que é errado do certo. Não viemos ao mundo para dar aulas de como se portar ao sentir ódio, ternura ou qualquer outra coisa – seja ela boa ou ruim. Estamos aqui para viver a plenitude das almas abertas, da transformação da realidade num lugar melhor para quem vier depois; para acima de tudo sentir que podemos fazer a diferença mesmo com todas as nossas falhas.

Não se trata de querer passar longe do que é ruim. Como diz o ditado, só conhece o sabor do doce aquele que prova o amargo. Só descobre para onde não seguir aquele que sabe julgar o melhor caminho. Só vive de verdade aquele que se permite sentir, sem querer racionalizar demais, controlar demais, se enquadrar demais.

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