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Sobre(viver)

Sabe de uma coisa? Todos nós não sabemos quanto tempo ainda nos resta nessa jornada insana e incrível chamada: Vida. Ainda assim, ficamos adiando coisas.

Adiamos o abraço nos pais, o encontro com os amigos, o perdão para quem nos magoou, as aulas de violino, a viagem para Bali, os exercícios no parque, a faculdade de cinema, entre tantas outras coisas.

Eu sei que não é fácil realizar tudo o que a gente quer, mas algumas coisas são muito simples, e, sinceramente, no caminho que fiz até aqui, percebo que são as que valem mais.

Tudo bem que agora não dá para fazer as viagens dos sonhos, mas dá para reunir os amigos e ouvir histórias, rir, aproveitar. Dá para ir almoçar na casa da vó, de sangue ou coração, dá para levar o pai para ver um filme ou para tomar um sorvete, dá para olhar para dentro e se perdoar pelos erros, dá para viver.

Uma das coisas mais lindas e assustadoras da vida é não saber quando ela termina, e, mesmo assim, a gente teima em perder tempo com o que não importa, com o que deprime, com o que nos diminui. Discursos de ódio, falta de respeito, falta de amor, empatia. Inveja, preconceito, aparente superioridade, ignorância, arrogância, rancor.

Ao invés de entendermos o quão breve é o passar dos ponteiros do tempo quando o assunto é viver, e, tentarmos fazer da forma mais singela, bonita e simples, a gente complica.

Seja o seu melhor, dê o seu melhor. Viva como se não soubesse se no próximo segundo você ainda viverá, porque, afinal, a gente não sabe mesmo.

Trabalhe na realização dos seus sonhos, cuide do seu corpo, mas não se esqueça de cuidar da alma. Faça amigos, viaje, dance, cante, ame, perdoe, peça perdão, entenda, ouça, respeite, ajude, viva.

Tantas coisinhas pequenas nos afastam da grandeza da vida. Vamos nos lembrar de que viver é maior do que isso e vamos ser grandes em nossas pequenezas.

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