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Tão forte e tão perto – um filme incrivelmente emocionante

Posso dizer que não tinha nenhuma expectativa sobre este filme quando resolvi assistir. O principal motivo pelo qual me fez tomar essa decisão foi uma música da trilha sonora. A música em questão é dramática, intimista e com um suspense que nos deixa paralisados esperando o final derradeiro, assim como é o filme – como pude constatar após assisti-lo.

Assistir a Tão forte e Tão perto foi, no mínimo, impactante e surpreendente. O filme se passa num cenário que no mundo inteiro ficou conhecido como o 11 de Setembro. Nesse dia, em que o World Trade Center virou pedaços de concreto e poeira, a vida de Oskar (Thomas Horn) ficou fragmentada, sem chão, pedaços soltos em meio a poeira por ter perdido o pai Thomas (Tom Hanks) que estava em um dos prédios.

Thomas era o amigo mais próximo de Oskar, um menino com vários medos que encontrava em seu pai a segurança e o conforto por entendê-lo. Uma relação tão íntima, verdadeira e repleta de amor. Thomas criava expedições e jogos com seu filho, instigando nele a curiosidade, o raciocínio, a busca pelas repostas. Mas quando Oskar se viu sem seu pai a vida e a morte perderam o sentido. Em busca de um norte e do alívio da dor pela perda, Oskar viu em uma chave uma expedição que seu pai lhe dera antes de partir.

A partir de então, ele começa a enfrentar vários medos que tinha. Ele se vê no meio de uma expedição que poderá dar sentido a tudo que aconteceu com seu pai.

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Tão forte e Tão perto percorre por linhas em que uma atitude, um relacionar-se com pessoas, mesmo que seja só para ouvi-las ou trocar alguma história pode mudar para sempre a vida das pessoas envolvidas. Você percebe que outras pessoas também perderam pessoas queridas, que elas também sofrem por algo. Que a vida não é bela e perfeita. A vida é cheia de imperfeições e imprevistos, que o que importa é você saber lidar com esses imprevistos. Ou você sabe improvisar ou tudo parecerá um abismo sem fim ou uma eterna desventura em série.

O que me surpreendeu no filme, foi a atuação de Thomas Horn e o final. Thomas consegue expressar todo o sentimento aprisionado de culpa e sofrimento que a perca do pai ou de uma pessoa querida causa. Dá de sentir sua dor em seus olhos. É impossível assistir ao filme e não se emocionar. E sobre o final, é simplesmente surpreendente. O que parecia ser certo não acontece, e outra história incrível nasce, nos mostrando como a vida é composta por várias interligações entre pessoas e histórias.

Vou deixar de bônus para você a trilha sonora desde filme, que é linda! Ela foi produzida por Alexandre Desplat, que soube criar belas canções que expressão exatamente as emoções que o filme nos transmite. Ela é a cereja do bolo!

Espero que gostem do filme e quem já o assistiu, deixe nos comentários o que sentiu ao assistir.

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