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Tati Bernardi, mas poderia ser você

Você não conhece a Tati Bernardi. Mas não importa, há um texto dela que é escrito para o seu momento. De solidão acompanhada a sexo casual, quase nada escapa do olhar curioso mas não insensível, sensível porém não mulherzinha, mulher-macho mas com sex-appeal dela. Seja nos textos da Revista ALFA ou no site oficial dela, é impossível não se sentir parte da história.

Como eu acompanho o trabalho da Tati desde 2008, muitas das referências que eu levei para a minha estante e hoje já considero também minhas vieram dos textos dela. Do amor pelo Woody Allen à mania de chamar Chico Buarque de Holanda apenas de Chico (lembro que li em alguns dos textos dela e me apaixonei).

Noveleira que sou, descobri algum tempo depois de viciar na trama de A Vida da Gente que ela fazia parte do roteiro.

Bem, os livros dela estão quase destruídos (de tanto ler, chorar, rir, emprestar, riscar e tudo mais que a gente faz com os títulos que fazem a gente sofrer tanto que se apaixona sempre que lê).  Mas separei alguns trechos de A mulher que não prestava (o melhor! O melhor!) e tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é pra vocês.

“Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar um Cartola bem baixinho e dançar sozinhos no escuro, só hoje? Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco?

Eu procuro você desde o dia em que nasci; não, eu não dependo de você para andar, nem para ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz do seu lado” 

(Eu só queria um namorinho de portão)

“A vida é complicada. A vida é complicada justamente porque nós mulheres romantizamos tudo, ou quase tudo. Ou justamente o que não deveríamos.

A gente faz planos mesmo em cima do silêncio deles. A gente vê beleza em cada sumiço. A gente vê olhares de amor no mais puro olhar de tesão. A gente acaba de trepar e é batata: deita no peito deles”

(Romântica pra cacete)

“Odeio todas as minhas pílulas, odeio todos os meus amores baratos, curtos e não-amores que eu inventei só pra pular uma semana sem dor. A cada semana sem dor que eu pulo, pareço acumular uma vida de dor. Preciso parar, preciso esperar. Mas a solidão dói e eu sigo inventando personagens. Odeio a minha fraqueza em me enganar e mais ainda a dor que vem depois dos dias entorpecidos”

(Direto do planeta solidão)

Tati está estreando também como roteirista de cinema. O filme “Meu passado me condena” têm estreia prevista para 25 de outubro. Eu estarei, claro, na primeira fila. E você?

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