Esta foto é sua?

Toda mulher tem uma amiga assim…

Você já deve ter conhecido aquele tipo de garota que mal conheceu o cara e já começou um tipo de metamorfose sutil:

“Onde você gostaria de ir? Pode ser qualquer lugar!”

Depois que a situação foi ficando mais séria ela já levou o rapaz para conhecer todos os seus amigos, trouxe para dentro de casa e o inseriu em cada entrelinha de sua realidade. Logo que pôde apertou o botão eject para todos os seus planos pessoais e desviou a rota de sua vida para andar lado a lado, quase grudada, nos projetos de seu novo amor. Amor não, grande amor de sua vida, aquele com que vai passar o resto de sua vida. Isso tudo conhecendo o cara há 3 semanas. Na mente dela está tudo sob controle e não importa: “O que são três semanas diante da eternidade?”

Os amigos estranham, dão um toque, mas seu Facebook fica sobrecarregado de fotos, declarações de músicas, imagens “Uhuu” e tudo o que há de mais lindo dedicado a ele. Suas roupas mudam radicalmente sem muito critério e seus hobbies também. Tudo parece muito intenso e acelerado, até doentio, mas ninguém tem coragem de falar abertamente sobre o assunto. Os amigos cochicham entre si:

“Fulana parece doida, mal conheceu o cara e já entra de cabeça, por isso sempre fica desemparada quando acaba, nem sei o que dizer para sacudir ela, mas parece que gosta dessa montanha-russa, outro dia fui falar e ela me acusou de invejosa, vê se pode!”

Se isso não fosse trágico por si, já é a quinta ou sexta vez que fez isso, os amigos até perderam a conta de quantas reformas ela já fez em sua vida para se adequar sob o molde do seu homem. De underground a hipster, de roqueira a pagodeira, ela já conheceu tudo o que se pode conhecer, porque segundo ela “o amor pode tudo” e se acha muito flexível.

Tão flexível que fica difícil definir o que realmente é ela e o que é o outro, não dá tempo, pois ela engata de uma história profunda de 3 meses em outra e ninguém sabe ao certo com quem tratam de verdade. Sabem o que ela não é, mas não quem é de verdade.

Se confrontada com essa verdade dura ela arranja todas as justificativas do mundo para dobrar os argumentos mais contundentes e mesmo assim permanecer numa hipnose pessoal que pode durar uma vida inteira. Quando o relacionamento fatalmente acaba, afinal não há “homem de verdade para ela”, ela fica fechada numa catacumba de dor e desaparece. Essa apatia, sem sabor e sem nome dura até que os pássaros do seu coração encontrem seu ninho. Costuma ser rápido, pois ela alega que é asfixiante ficar sem um amor para chamar de seu.

Até lá, ninguém sabe ao certo o que ela faz, o que gosta e se é que gosta de algo. Na realidade essa sensação perdura mesmo quando ela encontra o novo amor de sua vida. Se você conhece alguém assim envie esse texto discretamente, pois ao chegar ao final da leitura, mesmo brava e contrariada com você irá te agradecer (não abertamente) por ter recebido uma cutucadinha de uma amiga que realmente a ama.

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