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Todos os dias as pessoas se encontram

Todos os dias, a cada instante, as situações mais bizarras e improváveis acontecem com uma frequência assustadoramente real. Então, por que, num mundo onde tantas coisas novas surgem e tantos momentos se tornam especiais, ainda nos apegamos ao passado, à saudade e a outras coisas que poderiam ser deixadas de lado?

A resposta – vou dar apenas a minha, já que cada um tem a própria – é que alguns sentimentos são tão fortes que não queremos deixá-los ir sem ter perspectiva de vivê-los de novo. Talvez aí resida a covardia de não saber colocar pontos finais.

Máquinas do tempo existem. Elas se chamam músicas, álbuns de retratos, piscar de olhos ou qualquer outro meio que faça a cabeça voar até o exato momento em que tudo aconteceu. Quando dois caminhos se apresentam, um desconhecido e outro na esperança de ter de volta algo bom, é claro que já haverá uma preferência.

Por isso, é preciso muito mais que coragem para enterrar um passado, sabendo que ele vai se revirar algumas vezes e dar um jeito de reaparecer. É necessário mais que força de vontade para passar por cima do que foi bom e se lançar em algo que talvez seja melhor. A possibilidade é o que atormenta. A previsão. E se falhar? E se, em vez de sol, tivermos chuva?

Por outro lado, e se o tempo estiver bom? O que você fará com o presente que se apresentar? Vai esperar nublar para poder reclamar ou vai colocar um sorriso no rosto e deixar a luz refletir? Nada precisa acabar para que algo novo comece. Um dia de sol seguido por outro dia de sol deve ser aproveitado do mesmo jeito. Ainda que tenha existido a escuridão de uma noite entre eles.

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