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Uma nova pessoa, uma nova perspectiva

Convivemos todos os dias com pessoas desnudas de autoconhecimento. Que vivem carências mascaradas de receios e medos, comodidades travestidas de sentimento, afobações sentimentais dissimuladas de amor… As pessoas criam tantas verdades absolutas por traumas passados que esquecem da singularidade de cada pessoa. Quando colecionamos desgostos, criamos certos aprendizados, alguns bons, mas outros que não podem ser levados como generalizações pelos traumas vividos exclusivamente naquela relação.

As pessoas querem alimentar as suas carências e esquecem do mundo, dos alicerces passados, das pessoas envolvidas… E no meu senso de vida defino isso como maturidade. Quando pensamos em todos fatores relacionamentos antes de tomarmos uma decisão.

Confesso que nunca fui de magoar-me com a falta de um gostar recíproco, mas sim, com a falta de um respeito e esmero recíproco. Cada um de nós trilhou um caminho antes de esbarrar em alguém, alguns em estrada de barro, outros no asfalto quente, já outros ainda nem sabem pegar estrada. Então se em meio a essas estradas da vida alguém batesse na minha porta e me pedisse uma dica de mundo eu diria: não seja uma pessoa rasa e, respeite. Seja quem for. Respeite o momento, compreenda as situações, amplie os horizontes sobre os traumas alheios e respire conhecimentos empíricos sempre que possível. É muito fácil dizer que o coração manda na gente. É muito fácil dizer que foi inevitável. É muito fácil sofrer e jogar a culpa no outro. É muito fácil desviar-se das verdades por subterfúgio de sofrimento.

O difícil é ser verdadeiro consigo, aquietar os ânimos, respeitar a consternação do próximo, ressignificar nossas atitudes… Tudo isso, sem cuspir ao mundo que você mudou e que agora está bem melhor que antes. Guarde pra ti e interiorize-se. Pois pra mim o difícil não é ter virtudes, mas sim, saber articular as virtudes que se tem.

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