Veja o Brasil como turista e se apaixone pelo seu país Esta foto é sua?

Veja o Brasil como turista e se apaixone pelo seu país

O Brasil perdeu e Copa e muitos brasileiros perderam a cabeça. Só pode ser descabeçado, pra mim, aquele que aproveita um momento de tristeza nacional para causar mais tristeza nacional. Queimar bandeira é amoral. Esbravejar aos quatro ventos como “os países europeus defendem uns aos outros e sabem se vender” sem nem saber a situação política e social daquela nação no momento.

Os estrangeiros falam, postam e comentam como o Brasil é incrível exatamente da mesma maneira que você faz isso com os países que visita. Será que ele volta para o seu país para queimar ônibus e piorar uma situação que já é ruim? Será que ele, de volta à sua nação, queima bandeiras por conta de um jogo de futebol? Será que ele é quem ajuda a aumentar o problema ou encontrar a solução?

Aprendi com muito esforço a olhar ao meu redor um pouco como turista. Não para esquecer os problemas, mas para ver mais beleza nas coisas. Moro numa cidade que recebem milhares de turistas todos os anos e tem uma população que já não consegue olhar para o reflexo das suas construções históricas no rio e ver uma foto incrível. Que já não consegue olhar pra cima, enquanto anda apressada na rua, para apreciar um monumento histórico.

Vejo o Brasil com os olhos de um turista encantado com um povo que sorri, que abraça, que brinca. Com um país que tem um povo leve, uma beleza diferente, uma mistura de sotaques. Um país que tem neve, que tem deserto, que tem a maior cidade da América Latina e que tem um vilarejo onde não pega celular.

Eu olho para o Brasil e vejo um país que está em todo o mundo com a sua bossa nova. Que é um fenômeno mundial com as suas novelas, que tem uma das poucas economias que não sucumbiram à crise mundial.

Eu olho para o Brasil e vejo um país apaixonante, dentro e fora das quatro linhas. E, não, David Luiz, o futebol não é o nosso único motivo para sorrir. Mas talvez seja o único que consigamos enxergar.

“Um Brasil, samba que dá”

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