10 tipos de companhias para viajar que a gente ama – ou odeia Esta foto é sua?

10 tipos de companhias para viajar que a gente ama – ou odeia!

Existem os que gostam de viajar a sós, mas também os que apreciam dividir opiniões e impressões. E viajar pode ser legal dos dois jeitos. Eu vivo insistindo que nem sempre o seu melhor amigo é necessariamente um bom companheiro de viagem. Nesse texto – ou nessa brincadeira – eu cito alguns exemplos de viajantes de uma maneira caricata, mas que com certeza você já deve ter acompanhado em alguma viagem seja ela de São Paulo à Boracéia ou de Minas Gerais à Austrália. Obviamente esses perfis não são “fechados”, muitas vezes somos mais de um desses, ou todos, mas o que importa é você prestar a atenção neles – e claro se divertir –, para que faça uma boa escolha na hora de convidar alguém pra te acompanhar em uma viagem. Vamos aos estilos:

1 – O estilo “partiu Himalaia”: aquele que não se cansa em momento nenhum da viagem, da até medo. Tem pilha eterna. Que vai com você na balada, fica até às 4 da manhã e às 6 horas acorda na maior disposição pra escalar o Himalaia e você apesar de disposto, começa a se apavorar com a energia “duracell” da pessoa por medo de não conseguir acompanhá-la. Ela é tão intensa que nunca quer ir embora de uma atração. Quer tirar as fotos mais perfeitas , criativas. Quer fazer poema, conhecer os funcionários, descobrir curiosidades e só depois de você muito insistir ele resolve ir embora. Apesar do excesso, geralmente é uma companhia de viagem que costuma ser bastante agradável, porque quer aproveitar tudo em alcance máximo.

2 – O estilo “Hangover”: aquele amigo que quer “gastar” toda a encarnação em uma viagem só. Seu comportamento é aquele de quem quer aproveitar os prazeres de forma exagerada, sem muito limite. Se você é do tipo responsável, vai provavelmente acabar bancando o pai dessa pessoa ou o amigo estraga prazer. Ele vai sumir na balada, vai ser encontrado em coma alcoólico e vai sobrar pra você a coisa de levar pra tomar glicose no hospital. Pior ainda se ele perder a carteira na balada. Quem vai pagar o camarote dele é você e geralmente esse amigo é daquele tipo que vai esquecer-se dessa fortuna que você desembolsou. Essa é sempre o tipo de companhia arriscada para se viajar. Pense bem.

3 – O estilo “quero morar num outlet”: aquela amiga que vai ocupar um dia de viagem apenas olhando as promoções das lojas de departamento como a Forever 21 ou a Macy’s. Que entende o ato de viajar como uma jornada de consumo. E eu vou te falar que isso não vale apenas pra mulher não. Da até aflição, a pessoa quer provar tudo, faz charminho pro vendedor bajular, demora 5 horas em apenas uma loja e faz você ficar com trauma de fazer compras. Dica: nessas horas, marque um horário com a pessoa ao invés de esperá-la. Você vai até rejuvenescer.

4 – O estilo “all inclusive ou quero curtir o hotel”: aquela pessoa que paga uma fortuna de passagem, vai pra outra cidade/país, mas faz questão de aproveitar seus momentos de preguiça em forma de “confinamento”. Prefere curtir uma piscina, um café da manhã, a leitura de um livro ao invés de bater perna pra desvendar a cultura do país onde se encontra. É uma pessoa que na verdade não está necessariamente querendo descobrir uma cultura. Pode estar querendo apenas ficar parada, descansando, em paz sem um chefe azucrinando. Ela não se importa em pagar um “all inclusive” apenas para levantar o dedinho e ter tudo na mão. Viva os “reis do camarote”.

5 – O estilo “brasileiro que não fala com brasileiros”: aquele tipo de pessoa que acha que ignorar seus conterrâneos é uma forma de elegância. “Afinal, só eu posso conhecer outro país, o resto é emergente da classe C que deve ter pagado essa passagem em 10 vezes”. É aquele que tem vergonha de ser brasileiro e que vive alardeando que “aeroporto virou rodoviária”.  Que acha que tudo no exterior é melhor. Repare que ele provavelmente vai falar que não gosta de dialogar com brasileiros, porque isso é um destreino pro idioma e que quando volta pro Brasil finge que esqueceu palavras em português e começa a “inglesar” suas frases.

6 – O estilo “pacote com a CVC”: é aquele que não tem tempo ou paciência pra planejar uma viagem, e que prefere pagar por um pacote com guia. Prefere se acompanhar do que levar-se, talvez por não fazer questão de uma autonomia que lhe exija a preocupação de se localizar, de se informar, de pesquisar. Ou por ter dificuldades com idioma, esse tipo de viajante costuma optar por uma trip em que possa trocar impressões com outros brasileiros que também compraram tal pacote por estarem na mesma situação de timidez turística. Acho um ótimo começo pra quem não curte viajar sozinho ou acha que não nascer pra planejar um roteiro.

7 – O estilo “trouxe meu Playstation 3”: Em hostel você sempre vai achar alguém que prefere ficar no quarto interagindo com o mundo no Notebook ao invés de se divertir com as belezas do lugar. E quem nunca foi pra praia com um grupo de amigos que levam videogame e preferem acordar tarde, tipo 15 horas, almoçar às 17h e ocupar o resto do dia de sol jogando videogame, deixando o restante da noite apenas para dar uma voltinha na cidade ou pela praia. Eu hein?

8 – O estilo “a cada mergulho um selfie”:  se você é do tipo que quando viaja, gosta de acordar, escovar os dentes e partir, vai me entender. Você já viajou com gente que faz da viagem quase uma produção top model pro Facebook? A pessoa planeja as roupas de cada dia, como se estivesse estudando o figurino de um filme (ta, confesso que já fiz isso) e demora horas pra se arrumar enquanto você ta com a maior pressa, não querendo perder nenhum segundo precioso do Central Park. A cada 5 passos, precisa tirar uma selfie. Pisando no chão, comendo pão, espirrando, fazendo caretinha na privada. É como se ela passasse a achar todos esses rituais prosaicos fantásticos, apenas por estar em outra cidade/país. Isso tem grande chances de acontecer na nossa primeira viagem pra fora.

9 – O estilo “hipster novidadeiro”: é aquele que quer fugir do lado mainstream da cidade. Prefere descobrir coisas excêntricas, inusitadas, incomuns, o lado b. Às vezes, eu disse às vezes, é tão low-profile que não gosta nem de dar check-in em um lugar para que ninguém o “descubra” ou para que o lugar continue sendo frequentado apenas por um público seleto e descolado. Costuma achar que uma viagem é algo mais intimista e que quando é muito alardeada, acaba servindo apenas como uma comprovação de felicidade superficial. Mas quando esse tipo não é o que segrega, vai querer te apresentar coisas novas, te puxar pelo braço rumo ao diferente e te mostrar um olhar que mesmo sendo inusitado pode ser bem interessante.

10 – O estilo “missionário apenas nas férias”: não que eu veja algum problema nas pessoas que fazem intercâmbio humanitário. Mas, se você reparar com mais cuidado, em muitos casos (sem generalizar), ocorre uma espécie de autopropaganda benevolente. Esse Tumblr trata desse assunto de uma maneira genial. Se você olhar as fotos contidas nele, entenderá o tipo de ironia existente no nessa suposta caridade glamourisada. Outra indicação para que você entenda o que eu quero dizer é o filme “ A primeira vez de Eva” que também trata de uma forma humorada essa espécie de bom-mocismo hype que começou a virar uma espécie de modismo superficial. Obviamente, apenas quem faz esse tipo de viagem saberá se autoavaliar em relação à sua verdadeira intenção e se ela é ou não demagógica, mas que tal refletir?

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