Esta foto é sua?

A culpa é sua!

Como ele conseguiu se tornar um campeão? Sorte? Pacto com o demônio? O universo conspirou a favor dele? Estava escrito nas estrelas? O juiz foi comprado? Alinhamento de Júpiter com Mercúrio? Não, nada disso.

Nos momentos em que você, por excesso de preguiça, trocou o treino por algum lixo na TV, ele estava lá, sobre o tatame, deixando muito suor, sangue e lágrimas.

Enquanto você reclamava de tudo feito uma criança mimada e tentava colocar a culpa do seu péssimo desempenho em terceiros e em coisas que nada têm a ver com a sua vida, ele treinava, treinava, treinava, treinava, treinava, treinava… Treinava, pra caramba, porque sabia – e continua sabendo! – que um campeão de verdade é feito de treinos, muitos deles.

Na noite anterior à manhã do campeonato, você foi para a balada e, sentindo-se imune à destruição gerada pelos seus próprios exageros, encheu alguns copos com uísque; ele – aquele que foi campeão e que você vive a desmerecer – fez algo bem diferente: alimentou-se, hidratou-se e dormiu cedo.

E você ainda tem coragem de me dizer que é tão bom quanto ele e que só perdeu por azar? Sério? Irmão, vou lhe dizer a real: você perdeu porque não teve tanta disciplina quanto ele, simples assim. E, sinceramente, continuará sendo derrotado enquanto não conseguir enxergar o único responsável por todos os seus fracassos: você. Não a temperatura, o barulho do ambiente, as regras novas, a pressão atmosférica e outras coisas nas quais você tem colocado a culpa por aquilo que não fez.

É hora de mudar! É hora de trocar o mimimi sem valor algum por atitudes com real poder para lhe ajudar a ser um campeão, não apenas nos tatames, mas também na vida.

Em vez de dizer “Com dinheiro fica fácil” toda vez que você cruzar com um cara feio acompanhado por uma mulher gata, busque formas de melhorar o seu desempenho com elas e de se tornar um cidadão mais interessante – e menos falastrão. Porque enquanto você fica tentando tirar o mérito dos outros, muitos, com certeza, estão trabalhando duro para conseguir mais méritos do que você. E conseguirão.

Lembra-se do nerd que você zoava na escola? Aquele que estudava enquanto você matava aula? Claro que você se lembra. A postura dele não mudou, acredite se quiser, e hoje, graças a ela, ele é formado por uma faculdade federal fodidona. Não só isso! Depois do diploma, ele manteve a pegada: estudava enquanto você só bebia e vomitava na sarjeta, trabalhava feito um camelo enquanto você se mostrava demasiadamente exigente e dispensava propostas de emprego, especializava-se enquanto você assistia ao Pânico na TV e reclamava do Brasil. E, adivinha? Hoje ele é dono de uma empresa (daquela na qual você fez uma entrevista na semana passada e que, por falta de inglês e experiência na área, não passou). Agora vem a parte mais interessante da história: lembra-se do que você disse quando ligaram para informar que haviam escolhido outro candidato para a vaga? “Aposto que ele tem QI!”, não foi isso que falou? Mas ele – o cara que ficou com a vaga – não tinha QI, não. Sabe o que ele tinha? Aquilo que você não tem: disciplina. E acreditava no clichê em que você teima em não acreditar: o sucesso é feito de transpiração, principalmente.

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