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Acostumaram-se

Acostumaram-se a dizer “talvez” no lugar do sim ou do não.
Acostumaram-se a não abrir mão pelo medo de perder e na garantia de encontrar algo/alguém melhor.
Acostumaram-se a ter: pessoas ao redor, roupas de marca, smartphone de última geração. Esqueceram quem são.

Acostumaram-se a deixar pra depois o que na verdade nunca vai sair do lugar.
Acostumaram-se a fingir interesse quando na verdade não há. Isso aumenta o ego.
Acostumaram-se com o egocentrismo. Somos a geração de “nós mesmos”.
Acostumaram-se a descartar pessoas como se estas fossem lixo. Aprenderam a ignorar a dor daqueles que enxergam como é triste isso.

Acostumaram-se a brincar com os sentimentos alheios como se houvessem botões de liga e desliga no meio do peito.
Acostumaram-se com a solidão revestida de amigos falsos, que sempre vem acompanhada de um grito: tchau.
Acostumaram-se a partir sem nem olhar pra trás, como se o que ficasse não fizesse parte do necessário para se chegar ali.

Acostumaram-se a enganar uns aos outros. Desde a relação de conhecidos ao “alto” escalão de nosso país frente a população.

Acostumaram-se com a falta de sinceridade. Esqueceram-se do valor da bondade ou um simples gesto de carinho.
Acostumaram-se com a efemeridade das relações e com a facilidade com que elas começam e… Terminam.

Acostumaram-se a terminar sem nem mesmo começar. Tic Tac, o tempo passa, nada fica. Acostumaram-se.
Acostumaram-se com o externo, com o visível, com as aparências mascaradas de verdades nunca ditas. Esqueceram o que é essência, caráter e idealismo.
Acostumaram-se a viver pra fora, à mostra, pra quem? Vamos mudar. Você vem?

Acostumaram-se sem poder. Sem querer. Sem ver. E agora?

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