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Deixe a esquerda livre. É que eu tenho pressa de amar

Gente parada na esquerda me deixa extremamente puto da cara. É meu teste diário de paciência todo santo dia. Não, a ‘esquerda’ não tem nada a ver com política – graças a Deus. É que eu sou paulista, sabe? E não tem nada mais desesperador que gente parada na esquerda. Na escada rolante, na pista expressa. E na vida.

Tá. Talvez agora tu me fale “no final a gente vai chegar no mesmo lugar”. E eu concordo.
Se você não tem pressa, então o lado direito foi feito com todo carinho pra ti. Aliás, não tem problema nenhum com isso. É simples. Se tu não quer? Dá um passinho pra direita, querido. Não fica empacando a passagem, não. Não tem certeza do que quer? Abre espaço. Vai no seu ritmo e aprecia a paisagem. Mas deixa a fuckin esquerda livre, porque eu tenho.

A faixa da esquerda é pra quem tem coragem. Coragem de botar um pé na frente do outro, mesmo entre um tropeço e um esbarrão, não ficar plantado no chão.

Eu tenho urgência em chegar. Independente de onde. Pode ser em lugar nenhum, inclusive. Mas eu preciso do movimento. De ver a vida passando apressada, de sentir o vento no rosto, entende?

E quando eu digo pressa, falo também de intensidade. É ter “Pressa de ser feliz”, como diz o título do livro do Matheus Rocha (@neologismos). É aquela rapidinha totalmente não programada e que te faz gozar como nunca antes, saca? É no primeiro beijo ter certeza que é o amor da sua vida. Mesmo que no final, não seja. É ter uma vontade danada de matar a saudade dentro daquele abraço apertado.

Na escada rolante, na pista ou no sentir – principalmente nesse caso -, é capaz de eu passar por você, obviamente, acelerado.
Então Deixe a esquerda livre. É que eu tenho pressa de amar. Talvez por isso o coração esteja desse lado.

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