Não morra sem: assistir "Na Estrada" e curtir uma boa história cheia de música e amores Esta foto é sua?

Assista “Na Estrada” e curta uma história cheia de música e amores

Dizem que um bom filme é aquele que te prende do início ao fim e, inexplicavelmente, traz consigo “as respostas” daquilo tudo que estava pairando dentro de você e você não sabia explicar bem o que era. Pois bem, o filme Na Estrada – On The Road – é assim. Um longa que mistura aventura, paixão por boa música, palavras e amores desses que a gente tem na vida e, acima de tudo, é sobre liberdade.

A obra homônima escrita por Jack Kerouac foi escrita no início da década 50 e conta a história de Sal Paradise, um jovem e aspirante a escritor que perde seu pai e parte em uma aventura pelo interior dos Estados Unidos em busca de liberdade e inspiração para suas palavras juntamente com seu amigo Dean Moriarty e a bela jovem Marylou, que no filme são encarnados pelos atores Sam Riley, Garrent Hedlund e Kristen Stewart, respectivamente.

A obra conta a história destes jovens em meio à um cenário clássico daquela época em que o jazz, drogas e busca por liberdade eram algo simples e de fácil alcance. Esse cenário servia de forte inspiração para o jovem escritor Dean, pois ele dava vida as suas histórias por meio das pessoas que conhecia, suas experiências e essa coisa chamada vida.

Mesmo sem saber ao certo o que os jovens queriam, a história passeia por uma reflexão profunda de autoconhecimento e como uma jornada pode trazer autos e baixos que podem, muitas das vezes, ser comparada com a nossa jornada de vida. Além de lembrar que mais importante que chegar ao destino final, é curtir a experiência de conhecer o caminho.

O estilo mochileiro e liberdator de Sal, Dean e Marylou serviram de inspiração para os jovens da década de 60 – no caso quando o livro foi lançado em meados da década de 50 –, mas que facilmente pode refletir o espírito dos jovens da segunda década dos anos 2000. Ou seja, uma geração que cada vez mais busca um grito de liberdade por meio de experiências de vida, seja em trabalhos voluntários, conhecendo pessoas ou lugares.

Os três personagens se complementam e divergem bastante sobre como nossas decisões podem desencadear e evidenciar quem somos de verdade. Pois seja aprender dizer ‘não’, assumir responsabilidade ou encerrar uma etapa da vida, todos podemos nos reinventar e encarar vida como ela é em cada etapa que iniciamos e terminamos.

Por fim, vale ressaltar que o filme traz consigo uma ótima trilha sonora recheada de jazz em que você se pega, inevitavelmente, dançando e querendo, nem que seja por um instante, viver a energia do jazz e blues tão vivos naquela época. E outra ressalva muito interessante é que o filme foi dirigido pelo brasileiro Walter Salles, que soube levar a essência do americano viajante por meio de um filme rico em fotografia, fiel á obra e elenco que captou sua visão para a adaptação.

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E como fiz no Não morra sem sobre Na Natureza Selvagem e Clube da Luta, deixo um dos diálogos que achei mais sensacionais do filme:

Escute isto Sal. “Não apreciar a vida? Mas de que outra coisa no mundo cuidaria senão a vida, o único dom que o Senhor não te ofereceria uma segunda chance?”.

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