Não morra sem: dar mais uma chance pra Mallu Magalhães Esta foto é sua?

Dê mais uma chance pra Mallu Magalhães

Mallu antes e depois.

Antes menina morna, da expressão bocejo, que vivia tomada por um suspeito mundo offline. Cadarços desamarrados eram rotina na época da sétima B. Tédio, bolas de Bubbaloo morango e as terças aulas de violão, 16h30, no conservatório perto de casa. Um belo dia o Youtube a descobre, Mallu vira a típica menina-prodígio – aberração – viral.

Vieram os questionamentos, pairavam dúvidas sobre a competência musical da menina que cantava “Tchubaruba”. Tiração indie talvez, não sei. O fato é que Mallu parecia apenas uma invenção oportuna da mídia cool. O sono batia, havia ali algo desengraçado, a moda nerd começava a vender, nascia ali uma chiquita caçula: maga-magalhães. Veio então Marcelo Camelo, que cantava em tons de bom mocismo, amigavelmente divorciado de sua banda, soltando versinhos carentes com qualidade aclamada.

Nasceu “Pitanga”, Mallu depois, Mallu mulher, o álbum da maioridade. A nova Mallu confessa baixinho, voz febril, passarinha, sambinhas blue, notas macias, afluentes confortáveis, pé na água, pianinho e fim de tarde. Mallu volta sem alarde, molinha, chama com jeito, borda queridas modinhas de portão.

Te convido a colher canção por canção; recomendo aos corações vulcânicos a ouvirem sorrindo cada azaleia sonora. Se doer, de uma soprada, tem néctar pra achar. Sou dado à segundas chances, e aqui eu me arrisco e pego carona em cada delícia do novo jeito Mallu, e eu desejo que cada variação signifique mansidão, ou um novo primeiro beijo.

“Sambinha bom é esse que te traz de volta. Que é só tocar que logo você quer voltar”

“Vou fazer cena amor, pra ver se vale a pena a dor “

“Só pra constar nos registros por aí, que todo o meu amor é teu, só pra contar pra quem quiser ouvir.

“Nem vem tirar, meu riso frouxo com algum conselho, que hoje eu passei batom vermelho”

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