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Não tenha medo de viajar sozinho

Vai. Separa uma mochila, algumas roupas, os documentos, compra as passagens, o seguro de viagem, reserva o hostel e pronto. Fácil assim? Fácil assim.

A diferença entre viajar com alguém e sozinho é que você aprende a se divertir consigo mesmo. Dá risada sozinho (dos outros e de você), sai sozinho, almoça sozinho, observa tudo com mais cautela, acorda quando quiser, dorme se quiser, pode visitar o mesmo lugar vinte vezes sem ninguém do lado para reclamar: “mas a gente já veio aqui”.

Você vai sentir um pouco de medo, mesmo se souber falar a língua do país de destino. Mas, é aquele medo bom misturado com ansiedade, sabe? Vai ter aquele pensamento de “não acredito que estou fazendo isso” e, pode ter certeza, vai abrir um sorriso na hora.

Viajar sozinho não significa que você vai ficar sozinho. Muito pelo contrário, na maior parte do tempo você vai estar rodeado de gente de todo canto do mundo, rindo, ouvindo histórias, aprendendo e se divertindo. A diferença é que essas pessoas passam mais rápido por você do que você imagina. É gente chegando e indo embora a toda hora dos hostels. Mas, isso vai te ensinar a aproveitar a situação e as companhias enquanto elas estão ali e você vai aprender a se despedir sem apego. Só com uma saudade boa e um “até logo e a gente se vê por aí”.

Quando você viaja sozinho e passa um tempo em sua companhia descobre que tem forças que jamais imaginou ter e se descobre mais esperto do que imaginava. Você tem que se virar: pedir informações, saber lidar com grosserias, gentilezas, comprar passagens, pedir comida e isso tudo te faz olhar para o outro com mais humildade e você percebe a sua pequenez perto do mundo. Coisa que, às vezes, a gente ignora na nossa zona de conforto.

Você também vai aprender muito sobre as suas fraquezas. O medo, a solidão, a saudade, os limites físicos e psicológicos. Você vai ter acesso a isso tudo e vai saber como cada uma das suas fraquezas te atinge e vai lidar melhor com isso.

Viajar sozinho não é a solução de todos os seus problemas. Longe disso. Mas, o clichê: “você nunca mais será o mesmo depois de viajar sozinho” é real. Você passa a entender a sua liberdade e a de quem te cerca. Aprende que o mundo é bonito demais perto de todas essas notícias feias que a gente vê todo dia. Descobre que há muito mais pessoas boas do que ruins por aí, basta que estejamos dispostos a enxerga-las, ouvi-las, conhece-las e você vai aprender a identifica-las também. A ingenuidade é deixada um pouco de lado nessa aventura solitária.

Não precisa ter medo de viajar sozinho. Se te perguntarem se você não tem medo de que algo ruim te aconteça, responda que você tem esse medo todos os dias. Se questionarem sua escolha pela solidão, responda que ela também é necessária, pois, na solidão a gente aprende muito da companhia. E quando você decide deixar a vida tomar seu rumo e acredita que tudo vai dar certo o universo conspira a seu favor e no meio do caminho você vai encontrar tudo aquilo que é necessário para o seu crescimento.

Quando você abre as portas para o mundo o mundo abre as portas para você. Pode ser que você se perca, mas como canta Phillip Phillips “if you get lost you can always be found” e você vai se encontrar. Prometo. Há quase um ano eu entrava em um avião rumo a Itália, sozinha. Há quase um ano tomei a melhor decisão da minha vida e sinto saudade desde então. Mas, eu sei que vou viajar sozinha de novo em breve. Quem sabe a gente se vê por aí?!

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