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Sexo com amor custa tão pouco

Há dias que o sexo se faz delicioso somente pelo próprio prazer de sentir orgasmos. Sexo sem motivo. Sem receita. Sem questionamentos de certo ou errado. Somente achar alguém que também queira sorrir e gemer com a gente, e só. Que mal tem? Tão gostoso trocar suor e beijos com quem também se dispõe a somente viver isso.

Mas quando, no sexo, encontro a intimidade que a minha alma pede, me entrego sem nem me pedir de volta. Relaxo os ombros e digo o que há tempos não digo a ninguém. Digo que és toda minha, peço para dizeres coisas cheias de desejo, só para te ver assim, toda perdida nos meus braços. No meu pescoço. Nos meus cabelos. No meu desejo em te ver se distraindo com o meu corpo.

No sexo com amor não existe falta de intimidade. Todo toque é cheio de detalhes. A gente beija pensando no beijo que está dando. Sem pensar em amanhãs. Voa na pele da outra pessoa e só quer que aquele momento se faça infinito. Se abraça e se come todinho; ser feliz a dois custa tão pouco. E no espaço breve de um silêncio a gente ouve o coração do outro. Aperta os braços, arranha as costas, vira os olhos e sorri. Sorri por saber que ali existe tanta alegria que questionar não seria digno.

Um beijo não custa nada, mas realiza muito. Sexo com amor não se pede emprestado, não se compra, nem se repete uniformemente. Todo sexo com amor é uma nova história. Os arrepios vêm de supetão, os cheiros se trocam sem pedir licença, e mostram que nessa relação existe mais que tesão, mas alegria de encontro. E isso não me impede de te encher de tapas ou de te dizer palavras que tenho até receio de escrever aqui, muito menos significa que, por não te virar com delicadeza, que eu não esteja carregando o teu coração.

Fazer sexo não é fazer amor. Fazer sexo é grifar o amor que se vive. Pois, devagar o tesão se vai e a intimidade fica. O tapa com força vira beijo doce. O rebolar de olho no olho vira um deitar aninhado no colo. O puxão de cabelo vira cafuné. O coração vira cama. E ali a gente deita, juntinhos, assistindo o teto contar suas histórias.

Seja você a minha linda, minha gostosa, minha safada, a semântica pouco importa, desde que o nosso sorriso seja de uma sílaba. O beijo de uma nota só. E o tesão não acabe, mesmo quando o sexo acabar.

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