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Você vai superar… Mas precisa se esforçar para isso!

Quem já leu meia-dúzia de textos meus sabe que eu sou provavelmente a pessoa mais apaixonada do mundo. Talvez Jorge e Mateus ganhem de mim, é verdade, mas eu devo estar na disputa pelo terceiro lugar ao lado de Adele, Michael Bublé e Roberto Carlos. O páreo é duro, eu sei, mas acho que ganho fácil do Bruno Mars, do Xororó e até do Pablo.

Brincadeiras à parte, admito que eu sempre fui meio inconsequente  quando o assunto é sentimento. Nunca fui de me blindar, recuar ou hesitar. Gosto da entrega e confesso que às vezes evito pensar. Curto paquerinhas, paixonites e grandes amores e me entrego igualmente a todos eles. Acho que a vida fica mais gostosa na emoção. Me entrego mesmo. Sem temores. Sem receio.

Minha essência é essa, não tem jeito, mas sou obrigada a admitir que toda essa entrega já me custou um bom bocado de tropeços. Já chorei tanto quanto sorri e como há certas lições que só a dor ensina, acho que pelo menos uma coisa eu aprendi: aprendi que eu realmente posso me entregar. Eu posso me entregar porque se doer ou machucar, com um pouquinho de empenho e bom senso logo passa. Eu só preciso me esforçar.

Decepções são naturais na vida amorosa de qualquer pessoa. Desilusões e desencontros fazem parte do ciclo natural da vida e eu me arrisco a dizer que são um degrau importante na nossa evolução como seres humanos. O que é nocivo é insistir no erro mesmo depois dele estar escancarado. “Shit happens”, mas de amor ninguém morre, já diriam os ditados. Sim, os dois assim cruzados.

O que eu quero dizer é que não existe seguro-desilusão. Se entregar a paixões também significa correr o risco de sofrer e se decepcionar. Isso acontece na vida de todo o mundo; é quase impossível evitar.  A única coisa que não faz sentido é deixar de usar a razão depois que a decepção já aconteceu. Não faz sentido insistir no sofrimento. Isso é tóxico e nós precisamos e podemos evitar.

Nós temos todo o direito de ser viscerais, é verdade, mas precisamos nos conscientizar de que a realidade é que ninguém precisa de ninguém; muito menos de alguém que não faz bem. Digo isso porque observo pessoas que se decepcionam e sofrem por alguém, mas insistem em se alimentar de lembranças da pessoa como se num passe de mágicas, sozinha, a dor fosse passar.

Superação exige empenho. Para superar uma dor é preciso mergulhar nela, é verdade, mas para emergir e finalmente respirar é essencial que nós tenhamos coragem de nos afastar. De nada adianta querer esquecer alguém, mas seguir insistindo em ver, seguir e fiscalizar. Superação exige afastamento, seja ele físico, emocional ou virtual.

Por isso, se for preciso, bloqueie, delete e se afaste. Entenda de uma vez por todas que não adianta se enganar. Você é protagonista da sua felicidade. É preciso se empenhar para superar.

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