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#IamNoAngel: as campanhas de moda há muito tempo não nos representam

A campanha mais sexy de 2015 já está eleita para o The Huffington Post. Uma campanha chamada #IamNoAngel da marca de lingerie plus size Lane Bryant, que fez uma clara provocação à Victoria’s Secret e às suas Angels. A marca contratou modelos plus size que posaram com a mesma dignidade que as mais bem pagas do mundo fashion usando apenas calcinha e sutiã.

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Claro que a marca de lingeries que idealizou a campanha está com os seus minutos de fama. E também pudera: bater de frente com uma das marcas mais importantes e poderosas do universo do underwear não é para qualquer uma. Mas, com certeza, é por todas nós.

As passarelas há muito tempo não nos representam. E não apenas as gordas. Também as magras, também as meninas que têm um corpo exatamente igual aos das top models. Pelos holofotes da moda, desfilam mulheres assépticas, mornas, acima do bem e do mal. E independentemente da balança, não somos intocáveis – ao contrário disso, aliás, adoramos que nos toquem o corpo e a alma.

O maior contraste destas duas campanhas não está nas curvas do corpo. Mas no semblante. Não que as mulheres não possam ser sexy e fazer carão com o corpo que tiverem. Mas a leveza de quem não tem vergonha de ter comido mais ou menos no almoço ou de quem não teme se a cintura tiver crescido ou encolhido meio centímetro é bonita de se ver.

Por menos Photoshop e mais realidade, por menos insegurança e mais vontade de ser feliz, por menos olhos na balança e mais orgulho de viver intensamente, sou das que gritam a plenos pulmões: I am no angel.

Por que querer ser um anjo, se eu posso ser uma mulher de verdade?

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