Esta foto é sua?

Que tal acender a luz?

Há quem diga que a calcinha bege é o que há de mais brochante na hora H. Em um dia desses, procurando pautas para o blog em bate-papos com os colegas, me deparei com outro item da lista de elementos corta- tesão: transar de luz apagada. “Quando uma garota faz isso, tenho a impressão de que ela acha que só estou ali pelo corpo dela. Parece que se eu encontrar uma gordurinha, vou largá-la ali mesmo ou dizer ‘podemos continuar, mas por favor, cobre isso com o lençol. Se eu estou ali com ela é porque tenho vontade”, disse um amigo.

Sou mulher e obviamente sei o que leva minhas companheiras de classe a agir desta maneira. Vivemos em uma era de tantas siliconadas gostosonas que aquelas que não se enquadram neste padrão por estarem acima ou abaixo do suposto peso ideal ficam inseguras de mostrar suas curvas em alta definição, sem direito a Photoshop. No entanto, confesso que nunca compreendi a lógica de trocar carícias muito íntimas, fazer provocações picantes ao pé do ouvido e realizar várias fantasias às cegas, ignorando que a cada beijo, pegada, palmada, ou seja lá o que for, o nosso parceiro também vê o nosso corpo.

Sophia Loren certa vez disse que “sex appeal é 50% o que você tem e 50% o que as pessoas acham que você tem” e eu concordo com ela. Acredito que se várias mulheres deixassem seus grilos de lado e começassem a olhar seu corpo de forma positiva, ficariam mais relaxadas, bonitas, bem-humoradas e arriscariam mais a dois. Nem preciso dizer que, consequentemente ficariam muito mais atraentes e satisfeitas na cama por experimentarem uma entrega muito maior ao momento.

Dizem que os homens dão muito mais importância a este caráter visual da transa do que as mulheres, mas tenho lá minhas dúvidas. Sei que há quem julgue que transar de luz acesa é menos aconchegante e romântico, mas garanto que pode ser sexy e estimulante justamente por permitir observar uma série de detalhes delicados, bonitos e excitantes: aquela mordidinha no lábio, os olhares com gosto de quero isso e muito mais, aquele sorriso de cumplicidade que surge quando menos se espera e por aí vai.

Finalizo meu texto da semana, indicando uma música que tem tudo a ver com o convite do título: Your body is a wonderland, do John Mayer. Vale a pena usá-la de trilha sonora para uma viagem a dois a uma terra de maravilhas, que seja feita, sem hora para acabar.

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